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Travessia fluvial entre a Afurada e o cais do Ouro com novos desenvolvimentos

Travessia fluvial entre a Afurada e o cais do Ouro com novos desenvolvimentos

Na passada terça-feira, Eduardo Vítor Rodrigues, presidente da Câmara de Gaia, revelou que será lançado o procedimento para retomar a travessia fluvial interconcelhia entre a Afurada e o cais do Ouro.

“As câmaras do Porto e Gaia têm neste momento luz verde da tutela para lançarem um procedimento para ter a travessia” entre a Afurada (Gaia) e o Cais do Ouro (Porto), disse à Lusa o autarca gaiense, assegurando que as câmaras estão “neste momento com o assunto em mãos” não querendo assumir uma data em concreto para o lançamento porque as datas são sempre perigosas porque às vezes basta uma questão jurídica para atrasar”, no entanto dando o mês de março como uma possibilidade.

O objetivo é ter “um caderno de encargos simples” e “muito adiantado” para lançar.

Há, no entanto, uma possibilidade da travessia ser gerida pela STCP Serviços, uma subsidiária da Sociedade de Transportes Coletivos do Porto (STCP), da qual o Porto detém 53.9 % e Gaia 12.04%.

“Essa é a questão jurídica que está a ser discutida. Se assim for, e eu veria isso com muitos bons olhos, nós cortamos caminho. Ou seja, evitamos os longos prazos dos concursos públicos e passamos a ter uma operação que é, no fundo, municipal”, salientou o autarca.

“Mesmo sendo a STCP Serviços, tem que ter um caderno de encargos com as respetivas responsabilidades (…) que com o entendimento” entre as duas autarquias das margens norte e sul do rio Douro, poder-se-á “resolver o assunto rapidamente”.

O autarca confirmou ainda que o atual cais na Afurada (em Gaia), e sob gestão da APDL (Administração dos Portos do Douro, Leixões e Viana do Castelo), foi removido “para ser substituído por um novo”.

Rui Moreira, presidente da Câmara do Porto, referiu anteriormente, que a retoma da ligação “valeria a pena ser estudada”, nomeadamente, por intermédio da STCP Serviços, e no mesmo dia Eduardo Vítor Rodrigues afirmou que o Ministério das Infraestruturas poderia fazer uma delegação excecional de competências para estes dois municípios a fim de poderem assumir a travessia.

Em causa está um meio de transporte novo a circular no rio Douro que consiste num autocarro/barco que será incluído na rede “Andante”.

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