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Terminal Intermodal de Campanhã deverá estar operacional ainda este ano

Terminal Intermodal de Campanhã deverá estar operacional ainda este ano

No terreno desde setembro de 2019, mesmo no limiar da entrada da pandemia em território português, aquela que é uma das mais importantes obras em curso na cidade do Porto, o Terminal Intermodal de Campanhã (TIC), deverá estar operacional ainda no decorrer do ano de 2022, possivelmente já no segundo semestre.

A informação foi avançada, em fevereiro, pela, então vereadora com o pelouro dos Transportes, Ação Social e Proteção Civil da Câmara do Porto, Cristina Pimentel, que revelou estar em curso “a fase final de construção” da empreitada.

Em causa, recorde-se, está uma obra de grande envergadura na região Norte do país que promete mudar, para sempre, o panorama da mobilidade em Portugal e o serviço público ao nível metropolitano e que o município anseia inaugurar o mais breve possível. Afinal, estava prometida aos portuenses há praticamente duas décadas e só se tornou realidade com o executivo liderado por Rui Moreira. “Queremos acreditar que é possível ter o Terminal Intermodal de Campanhã a operar no segundo semestre deste ano”, partilhou.

A infraestrutura, orçada em cerca de 13 milhões de euros, vai reunir um conjunto de serviços, nomeadamente comboios suburbanos e de longo curso, rede da Metro e da Sociedade de Transportes Colectivos do Porto (STCP), central de camionagem, com autocarros de serviço intermunicipal e regional, parque de estacionamento, estação de serviço, paragens “kiss & ride”, parque de bicicletas e táxis e diversas áreas administrativas, técnicas e de apoio ao público.

No total, e de acordo com as últimas informações avançadas pela Câmara do Porto, o terminal vai permitir realizar, diariamente, “mais de 1000 serviços de transporte rodoviário”, estimando-se um “movimento diário de cerca de 120.000 passageiros/dia”.

Por sua vez, o parque de estacionamento permitirá guardar 230 viaturas, distinguindo-se, ainda, pelo facto de ser, “o primeiro parque de estacionamento do município a incluir na sua tabela de preços um título combinado de estacionamento e transporte público”, avançou a Agência Lusa, com base em declarações de fonte do município.

Contudo, o projeto, assinado pelo arquiteto Nuno Brandão Costa, com uma área bruta total de edificação de cerca de 24 mil metros quadrados, vai muito além da mudança de paradigma da mobilidade coletiva.  O TIC terá aquela que será a maior cobertura verde da Invicta, uma área ajardinada com um total de 46 mil metros quadrados de superfície verde, pelo que se tornará “no maior polo de absorção de carbono na cidade”.

“É um projeto revolucionário para os transportes e a mobilidade no Porto, além de um grande empreendimento de arquitetura e engenharia com os seus 24 mil metros quadrados de área bruta total de construção. Mas é também revolucionário no campo da sustentabilidade ambiental, já que vai tornar-se no maior polo de absorção de carbono na cidade: entre a sua cobertura totalmente verde e a área circundante igualmente ajardinada, vão ser 46 mil metros quadrados de superfície verde”, referiu a autarquia, aquando do anúncio da informação.

A obra terá um impacto muito significativo na redução de gases de efeito de estufa no centro da cidade, permitindo, segundo declarações do então diretor municipal de Mobilidade e Transportes, Manuel Paulo Teixeira, a redução de cerca de “1.776 toneladas equivalente a petróleo” em apenas cinco anos.

Neste sentido, note-se, o Terminal Intermodal de Campanhã assume-se também como pioneiro “no campo da sustentabilidade ambiental”, uma vez que seguirá a estratégia de “retirada gradual dos transportes pesados de passageiros dos centros urbanos”, que tem já sido implementada em outras cidades europeias. 

Recorde-se que o conjunto de espaços funcionais da infraestrutura é agregado numa “grande nave estrutural, construída à cota mais baixa do terreno”. “O espaço constitui um grande e amplo pavilhão infraestrutural, de geometria resultante da adequação aos limites da área de construção, articulado com os movimentos de mobilidade mecânica e pedonal exigíveis, o parqueamento das diferentes escalas de meios de transporte e o conforto uniforme dos seus utilizadores, explicou o município.

Trata-se de um “grande espaço público”, integralmente coberto, mas fortemente ventilado e iluminado, através de “grandes aberturas que se estabelecem estrategicamente nas suas superfícies, de modo a garantir o dimensionamento certo para a mobilidade do equipamento e a escala adequada para a sua ventilação natural e difusão lumínica”.

O espaço em causa é complementado por um outro, em mezanino, construído entre as vigas de suporte da nave do terminal de autocarros, integrando todas as áreas de apoio social e de orgânica do equipamento. A área está implantada à cota da linha férrea e lança “uma galeria coberta longitudinal”, passível de ser percorrida pedonalmente a duas cotas, que funciona como um dispositivo urbano que atribui à intervenção uma escala humana particular e cuja função constitui a de ligar fisicamente as duas entradas norte e sul do lado leste da Estação de Campanhã e cumprir a sua articulação vertical com o TIC.

Adicionalmente, a construção do Terminal estende-se também aos equipamentos preexistentes, nomeadamente à Estação de Campanhã, onde se destacam os acessos aos cais de embarque da linha férrea e o acesso à estação de metro local, a articulação com equipamentos de impacto de escala local, designadamente o agrupamento industrial existente a sul, o tecido urbano expectante e desorganizado a nascente, a Quinta do Mitra no extremo norte do limite de intervenção e toda a reorganização viária obrigatória para reformular a circulação mecânica e pedonal, consequente da implantação da nova funcionalidade que o TIC irá provocar.

Por último, destaque também para a ligação à VCI, através do nó da Bonjóia e dos novos arruamentos delineados de forma a conectar de modo fluido e contínuo a saída da infraestrutura viária existente, a entrada e saída do TIC, a ligação ao tecido urbano a nascente, a articulação funcional com as fábricas existentes e o lançamento com a Rua do Freixo, que articula a entrada no centro da cidade.

A construção do Terminal Intermodal de Campanhã vai permitir a criação de oito cais de embarque de passageiros, 30 lugares para tempo de suporte (paragem de curta duração) de autocarros e parque com 230 lugares de estacionamento para ligeiros. Em breve, a infraestrutura tornar-se-á a solução ideal para os milhares de cidadãos que, diariamente, utilizam os transportes públicos da Área Metropolitana do Porto, ajudando, assim, a colmatar diversas dificuldades, como a distância entre as paragens dos diferentes operadores e o trânsito intenso que se verifica numa cidade cosmopolita como o Porto.

O TIC é um projeto revolucionário para os transportes e a mobilidade no Porto. Além de um grande empreendimento de arquitetura e engenharia com os seus 24 mil metros quadrados de área bruta total de construção, torna-se também revolucionário no campo da sustentabilidade ambiental, uma vez que se vai transformar no maior polo de absorção de carbono na cidade.

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