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Hospital de Campanha Porto. começa a receber os primeiros doentes

Hospital de Campanha Porto. começa a receber os primeiros doentes

O Super Bock Arena – Pavilhão Rosa Mota está agora transformado no Hospital de Campanha Porto., começando a receber os primeiros doentes já esta terça-feira.

A unidade hospitalar está “totalmente apetrechada com todas as condições de conforto, comodidade e segurança para doentes e profissionais de saúde. Há circuitos bem definidos, que separam as ‘zonas limpas’ das ‘zonas sujas’, áreas lounge, espaço de refeições, balneários, zona de colocação e remoção de EPI’s (equipamentos de proteção individual) e uma farmácia”, adianta o portal de notícias da Câmara do Porto.

Erguido em 17 dias, o Hospital de Campanha Porto. está dividido por três pisos, “tem 27 enfermarias (a maioria delas com seis camas cada), um posto de comando, uma cantina e uma área de descanso, só no piso 0 (da arena propriamente dita). No piso inferior há mais 160 camas, balneários com chuveiros, e no piso 1 zonas de descanso apetrechadas com pequenos eletrodomésticos, como frigoríficos e microondas, um armazém, uma área reservada ao economato e uma farmácia. Em todo o anel, o sistema de climatização assegura uma temperatura ambiente bastante confortável para um pé direito de cerca de 30 metros”.

A infraestrutura deverá receber, nos primeiros dias, entre 12 a 16 doentes, sendo que gradualmente será aumentada a receção de pessoas infetadas.

De recordar que o Super Bock Arena – Pavilhão Rosa Mota vai receber três tipos de pacientes. “Doentes assintomáticos que não têm condições de isolamento no seu domicílio; doentes assintomáticos que têm alguma disfunção de outra doença que já tinham anteriormente, que não respiratória, e que necessitem de cuidados médicos básicos; e doentes que estejam em fase de recobro, de recuperação, e que ainda estejam à espera de negativar o teste”, detalhou o presidente da Secção Regional do Norte da Ordem dos Médicos, António Araújo, que vai assumir a coordenação do Hospital de Campanha Porto., com o apoio de mais três coordenadores, um para o pessoal médico, outro para os enfermeiros e o terceiro para os auxiliares.

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Os circuitos no interior do equipamento estão bem delimitados, de forma a prevenir ao máximo possíveis contágios. Existe uma “área vermelha” por onde vão circular os doentes infetados, e uma “área verde”, onde os voluntários podem circular mais à vontade, “fundamentais para a segurança de todos, principalmente dos profissionais de saúde, nomeadamente a nível de colocação de máscaras e de colocação de equipamentos de proteção individual”, referiu António Araújo, que juntamente com o presidente da Câmara do Porto, Rui Moreira, o secretário de Estado responsável pela coordenação da execução do Estado de Emergência na região Norte, Eduardo Pinheiro, e os presidentes dos Conselhos de Administração dos hospitais de São João e Santo António, visitaram na tarde de segunda-feira o Hospital de Campanha Porto..

Rui Moreira avançou que todos os profissionais de saúde que vão trabalhar na unidade hospitalar são voluntários.

O hospital de missão montado no Super Bock Arena – Pavilhão Rosa Mota irá aliviar com maior eficácia a pressão dos dois hospitais centrais da cidade – São João e Santo António -, a que se juntou também o Centro Hospitalar de Vila Nova de Gaia/Espinho.

De referir o apoio da Missão Continente, que vai doar bens alimentares, de higiene e limpeza, e ainda consolas e videojogos.

Desde a passada sexta-feira, decorre uma angariação de fundos para o Hospital de Campanha Porto., com a ajuda da RTP, através do telefone 761 10 10 50. Cada chamada confere o contributo imediato de 1€ (um euro), sendo também possível fazer um donativo para uma conta especificamente criada para este fim (PT50078101129112000018026).

Foto: Miguel Nogueira | CM Porto

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