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Zoo da Maia proporciona visitas sensoriais a pessoas invisuais

Zoo da Maia proporciona visitas sensoriais a pessoas invisuais

O Jardim Zoológico da Maia, em parceria com a delegação do Porto da Associação dos Cegos e Amblíopes de Portugal (ACAPO), proporcionou a um grupo de pessoas invisuais uma visita-piloto aos animais do parque com recurso a sentidos como o tacto, a audição e o olfacto.

A visita foi realizada no início do mês de abril e deu a conhecer alguns dos seus mais de 600 animais, de 200 espécies diferentes. Para esta visita foram preparadas atividades de cariz sensorial, através do tato, da audição e do olfato, pensadas especialmente para realização em grupo.

“Entre os visitantes que participaram nesta experiência inovadora contavam-se associados da ACAPO, de uma faixa etária principalmente compreendida entre os 40 e os 70 anos. Alguns destes perderam a visão há longos anos, enquanto outros já nasceram sem ela”, lê-se no comunicao enviado à redação.

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A visita iniciou-se na sala pedagógica, com uma apresentação da história do Zoo da Maia e, logo de seguida, através do tato e do olfato, o grupo teve a oportunidade de descobrir quais os alimentos que estavam nas taças preparadas para alimentar os animais. O percurso continuou à medida que ouviam as diferentes vocalizações dos animais, estes eram descritos, tanto a nível de comportamento e aspeto físico, como a nível das ameaças a que estão sujeitos no meio selvagem, entre outras curiosidades.

A visita findou com o regresso à sala pedagógica, com uma descrição sobre os diferentes répteis, onde houve oportunidade de tocar numa cobra, num lagarto e numa tartaruga, por forma a conhecer a grande variedade das escamas e a anatomia específica de cada espécie.

“O Zoo tem como missão educar e sensibilizar todos os visitantes para a conservação das espécies, independentemente das suas capacidades físicas e motoras. Dessa forma, tem sido realizado um importante investimento na modernização e atualização do parque, por forma a torná-lo num local cada vez mais acessível, proporcionando à comunidade experiências cada vez mais inclusivas e acolhedoras” frisa Olga Freire, presidente da Junta de Freguesia da Cidade da Maia.

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