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Edição de 2017 da Viagem Medieval da Feira será dedicada a D. Afonso IV

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A 20.ª edição da Viagem Medieval de Santa Maria da Feira terminou esta madrugada, tendo registado ao longo de 12 dias um maior equilíbrio na afluência de 600 mil visitantes e também o nascimento de 67 “infantes” no hospital local.

Todas as crianças nascidas no Hospital S. Sebastião no período de 27 de julho a 7 de agosto receberam o título de “Infante da Terra de Santa Maria” e um salvo-conduto para acesso gratuito vitalício ao recinto da recriação histórica.
“No ano passado nasceram no hospital 52 bebés [34 meninas e 33 meninos] durante a Viagem e este ano foram 67”, declarou o diretor geral do evento, Paulo Sérgio Pais. “Isto demonstra que, nesta Viagem comemorativa das nossas 20 edições, até mais bebés tivemos a nascer, porque a natalidade na Feira cresceu”, realça o responsável.
Esta distinção, que foi instituída pela primeira vez este ano, visa assim “deixar um legado” aos recém-nascidos locais, para “assegurar a sua ligação ao evento e prologar por novas gerações o sentimento de orgulho e pertença da comunidade feirense”.
Paulo Sérgio Pais mostrou-se satisfeito com a política de preços implementada este ano, com diferentes valores de acesso ao recinto consoante os dias da semana.
“Recebemos cerca de 600.000 visitantes e foi cumprido o nosso objetivo para este ano, que era distribui-los de forma mais uniforme por todos os dias do evento para as pessoas terem mais conforto na circulação, melhores condições de usufruto dos conteúdos e também mais segurança no recinto”, explica.
A afluência ao recinto ficou-se sempre acima dos 45.000 visitantes por dia, “sem nunca ultrapassar os 80.000”. De registar ainda que “muitas dessas pessoas acabaram por comprar bilhete a preço mais barato do que o ano passado, porque houve quatro dias com acesso a 1,5 euros – que era precisamente o valor da entrada na primeira Viagem Medieval de sempre, em 1995, quando se pagava 300 escudos [na moeda antiga] para entrar só no castelo”.
O investimento na edição de 2016 do evento, que é “100% autossustentável”, foi de 1,3 milhões de euros e a receita de bilheteira foi na ordem dos 870.000, a que acrescem ainda 100.000 das entradas em diversas áreas temáticas internas, 300.000 relativos ao aluguer de espaços comerciais para restauração e mercadores, e pelo menos 30.000 euros em merchandising e patrocínios.
“A Viagem não tem necessariamente que dar lucro, porque fazemos sempre investimentos muito grandes na qualidade”, explica Paulo Sérgio Pais. “Este ano, por exemplo, tivemos mais espetáculos de grande formato – cinco por dia – e nenhum custa menos do que 50.000 euros. Mas, além disso, ainda reforçámos a segurança no recinto, com mais presença policial paga e mais bombeiros”, acrescenta.
A edição de 2017 da Viagem Medieval, ainda sem data marcada, será dedicada ao reinado de D. Afonso IV, conhecido como “O Bravo”, pelos diferentes conflitos armados que marcaram o seu reinado.

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