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Vamos pôr em prática as resoluções de ano novo?

Vamos pôr em prática as resoluções de ano novo?

Deixar de fumar, perder peso e fazer exercício são algumas das resoluções de ano novo mais comuns. Mas para que se concretizem implicam automotivação e apoio.

Quem nunca fez uma lista de resoluções de ano novo que se acuse. Entre as mais frequentes contam-se deixar de fumar, emagrecer ou praticar exercício físico. Mas porque sabemos que concretizá-las implica grandes mudanças no estilo de vida, falámos com a médica Margarida Dias sobre como as pôr em prática em 2020.

Costuma dizer-se que a mudança é uma das coisas mais difíceis de conseguir na vida. E quando se trata de mudar hábitos enraizados ainda pior. Essa é uma das principais razões por que as resoluções que todos fazemos no início de cada ano, muitas vezes, não passam de desejos jamais concretizados. Em 2020 queremos que seja diferente e, com esse objetivo, Margarida Dias, especialista em medicina geral e familiar na Clínica CUF Alvalade, em Lisboa, revela a melhor forma de conseguir deixar de fumar, perder peso e integrar a prática de exercício físico na sua rotina.

Deixar de fumar
É um dos objetivos mais complicados de atingir no que toca a hábitos instalados, sobretudo quando já se leva muitos anos de dependência. A boa notícia é que é possível e a prova disso mesmo é que todos conhecemos muitas pessoas que o conseguiram. Desde logo, o mais importante é a força de vontade, como salienta Margarida Dias, segundo a qual, “a motivação que assiste a decisão de parar de fumar é a condição mais determinante do sucesso”. De tal maneira assim é que só depois de a decisão ser realmente tomada é que se pode estipular um prazo e a forma de proceder: “É sempre de felicitar qualquer um sobre tal decisão e aproveitar esta disponibilidade para comprometer a pessoa com uma data para a cessação e os recursos de apoio disponíveis.” Acima de tudo, a especialista sublinha que “a decisão de parar de fumar é fundamental para todos os fumadores na sua expectativa de uma condição de saúde plena ao longo da vida”, considerando que “é sempre oportuno e vale sempre a pena, independentemente do número de cigarros consumidos, da duração do tabagismo e da idade”.
Além da automotivação, a profissional de saúde aponta também como relevante “a preparação das circunstâncias mais favoráveis ao êxito, variáveis de indivíduo para indivíduo”, nomeadamente, o envolvimento de familiares ou amigos, a modificação de hábitos, como a frequência de lugares associados ao cigarro, além da prática regular de exercício físico e de uma alimentação saudável. É igualmente importante conversar com o médico assistente ou marcar uma consulta de cessação tabágica.
Quanto às estratégias mais eficazes disponíveis, a médica refere que “não se distinguem particularmente entre si pelo grau de sucesso”, já que “a motivação e o nível de compromisso pessoal com a decisão de parar de fumar são o fator mais determinante para o sucesso”. Ainda assim, explica que “está disponível tratamento farmacológico, sob prescrição médica, que ajuda a controlar a vontade de fumar, assim como a ansiedade e outras alterações que podem acontecer”. Além da terapêutica, salienta que “há também um leque vasto de intervenções cognitivo-comportamentais, tais como psicoterapia, hipnose terapêutica, aplicações para smartphone, assim como intervenções mais holísticas, como é o caso da acupunctura”. Ou seja, “há uma oportunidade real de apoio individualizado, quase à medida das necessidades de cada um”, conclui.
Quanto à data para voltar a marcar consulta, esclarece que tal “será uma decisão caso a caso, a acontecer entre as quatro e as seis semanas depois da primeira”. De qualquer forma, Margarida Dias sublinha que “será adequado o profissional de saúde acompanhar o processo de perto, ficando disponível para apoiar e para o reforço positivo”.
Desafios para deixar de fumar
As maiores dificuldades que quem decide deixar de fumar irá enfrentar variam de pessoa para pessoa, mas Margarida Dias resume-as da seguinte forma:
* Individuais – Incluem sintomas de abstinência, aumento de peso, ansiedade, medo de fracassar, perturbação do sono e do humor;
* Familiares – Por exemplo, quando o cônjuge também fuma e não está alinhado na vontade de deixar;
* Sociais – Quando o hábito existe na confraternização com os amigos ou colegas de trabalho.

Praticar exercício físico
Pôr de lado a vida sedentária que se levava antes, através de uma inscrição no ginásio, por exemplo, é também uma resolução típica de ano novo. E, para Margarida Dias, tal decisão é de louvar, já que “a atividade física regular é uma determinante de saúde em qualquer idade, pelo que deve ser fortemente incentivada junto da população”. Mas, para que se concretize, é necessário “determinação e automotivação, podendo ajudar a orientação por um personal trainer, a atividade em grupo ou com alguém conhecido”.
Quanto ao tipo de exercício, a frequência e a intensidade a adotar, estes são fatores que “devem ser considerados em função dos objetivos a realizar, além de individualizados tendo em conta as condições de saúde que possam introduzir algum tipo de limitação”. Desta forma, e para garantir que não haverá danos para a saúde, a médica realça que “poderá ser prescrito medicamente ou por um profissional da área do exercício físico”. No mesmo sentido, destaca que “o início da prática deve ser progressivo, o ajustamento deve ser feito ao longo do tempo em função da evolução, assim como deve ser feita a educação sobre prevenção de lesões”.
Mas claro que a prática de exercício físico não se limita ao ginásio, e quem deseja ter uma vida menos sedentária tem outras opções, como destaca a especialista: “A gestão do tempo e as preferências individuais são sempre condicionantes, pelo que entre a atividade outdoor – como caminhadas, corrida, bicicleta – e indoor – através de apps, vídeos de treino, bicicleta estática ou ioga – há várias oportunidades.”

Perder peso
É outra resolução de ano novo muito popular: emagrecer e caber na roupa que entretanto deixou de servir. Mas também aqui os desafios podem ser grandes, especialmente se as metas a atingir forem ambiciosas. É isso que nos diz Margarida Dias, segundo a qual a ajuda de um profissional de saúde poderá ser necessária, “sobretudo quando o peso a reduzir possa ser mais significativo e sempre que exista doença concomitante”, ou seja, quando a pessoa apresenta algum problema de saúde que implique vigilância.
Antes de mais, a médica enfatiza que “qualquer decisão para reduzir peso deve ser estruturada de acordo com os objetivos, definida num horizonte temporal e de um modo que não ponha em risco a saúde”.
Referindo-se às principais dificuldades que previsivelmente deverão ser ultrapassadas por quem pretende emagrecer, contam-se “a resiliência necessária para perseguir o objetivo, a dificuldade em mudar comportamentos, a adoção de novos alimentos mais saudáveis, a redução de peso não sustentada, bem como as alterações do humor e do sono”.
Ao fim de seis a oito semanas a tentar perder peso por iniciativa própria sem sucesso, a médica recomenda a consulta de um profissional de saúde, que não só fará a avaliação das circunstâncias individuais como levará a cabo a redefinição da estratégia, mais adequada ao caso específico.
Seguindo estas estratégias, esperamos que 2020 seja definitivamente o ano em que as resoluções estipuladas em janeiro se prolongam ao longo de 12 meses, ou mais, claro. Porque o empenho numa vida mais saudável deve ser um objetivo de toda a vida.

(AdvanceCare)

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