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Um Natal ainda diferente, mas um pouco mais “quente”

Um Natal ainda diferente, mas um pouco mais “quente”

Num “piscar de luzes” chegamos a dezembro e não tarda vivemos aquele que é o último dia de 2021, um ano que era esperado com bastante “esperança” por parte dos portugueses. Praticamente um ano depois do último Natal, e a dois dias de se celebrar o deste ano, parece que tudo e nada mudou na vida dos cidadãos, que viverão, novamente, esta época festiva com a pandemia como pano de fundo.

As inquietações são várias, as perguntas assombram o dia a dia e o medo marcará, certamente, lugar à mesa, mas a vontade de viver o Natal rodeado dos seus ente-queridos é mais forte do que tudo, sobretudo depois do último, em 2020, em que o país estava sob fortes medidas restritivas, que limitavam, inclusive, a circulação na via pública após determinado horário.

Depois de um Natal tão diferente, em que milhares de agregados familiares se dividiram, e viveram a noite mais mágica do ano com um número de familiares bastante restrito, a VIVA! procurou saber como é que a organização está a ser feita este ano. De uma forma geral, espera-se um Natal ainda diferente, mas bem mais “quente” do que o transato, com o calor humano a fazer-se sentir em maior quantidade.

Na casa de José Pinto, a ceia de Natal vai fazer-se em casa com a esposa, a filha, os pais e os sogros. No total, serão sete pessoas que se sentarão à mesa para celebrar a noite mais mágica do ano, mas apenas depois de realizar um autoteste à covid-19. “No último ano, distribuímos estes mesmos elementos de acordo com a residência de cada um. Os meus sogros ficaram numa mesa, os meus pais noutra e nós, de casa, noutra à parte, assegurando, assim, o distanciamento físico recomendado. Este ano, gostávamos de nos juntar na mesma mesa. Sinto que estamos todos a precisar e, por isso, entendemos que seria mais prudente fazê-lo apenas com testagem”, explicou.

O mesmo cenário acontecerá em casa de Maria Martins, que viverá a noite de consoada com a família com quem coabita, mas que procederá à realização do teste por uma questão de “segurança”, uma vez que está diariamente em contacto com o vírus, devido à sua profissão. “Este ano, provavelmente, seremos mais à mesa do que fomos no ano passado e por isso efetuaremos também o despiste à covid-19”, salientou, por sua vez, Liliana Gonçalves.

A jovem, residente no município do Sabugal, contou à VIVA! que adotará esta medida preventiva para que “possam viver esta época o mais descansados possível”. Contudo, e porque, apesar de ser baixa, a possibilidade de existirem “falsos negativos” existe, acordaram, em família, que não terão “os afetos que tanta falta fazem”, como os beijos e os abraços, e que tentarão manter alguma distância à mesa.

Para Mariana Coelho, “prevenir é o melhor remédio” e, por isso, a realização de um autoteste ou teste-antigénio à covid-19 também estará certa no seu Natal, vivido em harmonia familiar, com o namorado, a mãe, a irmã, a sogra e o cunhado. “Será um Natal exatamente igual ao de 2020, passado na companhia das mesmas pessoas”, avançou a farmacêutica.

E se, em algumas habitações os lugares serão preenchidos pelas “pessoas habituais”, noutras não será assim. Primeiro porque, num ano marcado pela mortalidade acentuada no país, fruto da covid-19, muitos lugares ficaram vazios e depois porque, tendo em conta o alívio das restrições e a melhoria visível do cenário pandémico, em comparação com o ano passado, há mais agregados familiares a optarem por se juntar. A possível evolução colossal do vírus “pode estragar todos os planos” delineados até então, como bem sabe Liliana Gonçalves, mas, se tudo correr como previsto, este ano, a festa natalícia será feita “com mais pessoas à mesa”. “Ainda não conseguiremos estar todos os que queríamos, porque a principal preocupação continua a ser protegermo-nos. Mas, ainda assim, será um Natal especial, com os doces e a boa disposição a serem as chaves desta data”, sublinhou.

Já para Pedro Pereira, a noite de 24 para 25 de dezembro será uma “noite simples, praticamente igual às outras”. Afirma-o, desta forma, sem filtros e envolto em grande magia, por não ser particularmente apreciador desta quadra festiva. Afinal, considera que o Natal “é todos os dias” e que o que acontece é que se valoriza demasiado a oferta de presentes, assumindo-se, assim, muitas vezes como uma festividade de “consumismo”.

No que respeita aos cuidados sanitários, ao contrário da larga maioria, a sua família não optará pela realização de teste à covid-19. “Estamos todos os dias juntos e temos cuidados diários no que toca à higienização das mãos, utilização de máscara e distanciamento, pelo que não se justificava esse procedimento”, partilhou.

De uma forma geral, com ou sem testes à mistura, todos viverão o Natal em família, sentados diante de uma mesa repleta de tradições natalícias, onde o bacalhau será protagonista e o bolo-rei, as rabanadas e a aletria farão, certamente, as delícias dos mais “doceiros”. A esperança é renovada e o desejo é que seja, finalmente, possível viver a próxima quadra natalícia sem covid-19, longe dos olhares sedentos de afeto e de uma voz que teima em dizer “quero abraçar, mas não posso para proteger”.

“Desejo que, em 2022, a pandemia fique para trás e que posamos viver o Natal e todos os restantes dias do ano na companhia de todos os que mais amamos”, rematou, e bem, José Pinto.

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