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Trabalhadores da EMEF de Guifões apelam ao Governo que não “espartilhe empresa”

Trabalhadores da EMEF de Guifões apelam ao Governo que não “espartilhe empresa”

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O Governo quer entregar as instalações da EMEF de Guifões à REFER e os trabalhadores temem que isso signifique a redução de postos de trabalho.

“Não à privatização da EMEF. Não ao fecho de oficinas. Não à redução de trabalhadores” e “Ferroviários em luta pelo emprego, salários e direitos” – eram alguns dos slogans que cerca de meia centena de trabalhadores das instalações da Empresa de Manutenção de Equipamento Ferroviário (EMEF) de Guifões apresentavam ontem, junto à sede da Metro do Porto.
A reparação e manutenção das carruagens da Metro do Porto é feita nas oficinas da EMEF de Guifões, Matosinhos, e os trabalhadores dizem saber que o Governo quer entregar as instalações à REFER e temem que isso signifique a redução de postos de trabalho.
“Certamente que a intenção é que todo o complexo de Guifões seja inserido no concurso público de concessão dos transportes do Porto. Nesse sentido o serviço que hoje é feito pela EMEF pode deixar de o ser”, declarou à agência Lusa o responsável da Federação dos Sindicatos de Transportes e Comunicações (FECTRANS), José Manuel Oliveira.
Em causa está o futuro, “incerto” para o sindicalista, de cerca de 60 postos de trabalho. O responsável criticou ainda a possibilidade de, com a concessão, “se transformar aquilo que é uma indústria portuguesa num serviço feito por estrangeiros”.
“Estamos aqui para chamar a atenção do Governo para que olhe para a capacidade da EMEF [instalações de Guifões] que tem demonstrado qualidade ao fazer a manutenção do material circulante do Porto. Queremos que se inverta esta tendência de cada vez mais espartilhar a empresa”, acrescentou José Manuel Oliveira.
Para o responsável o que se está a passar em Guifões é a “peça de um puzzle mais amplo que pode levar a que a EMEF seja reduzida através de parcerias com empresas estrangeiras”. De acordo com o sindicalista, a EMEF, a nível nacional, tem “quase um milhar de postos de trabalho”.
“Eles [Governo] não querem qualidade. Querem poupar. Estão a deixar degradar o material circulante. Dentro de uns anos poderá não haver segurança para circular nestes veículos, nem haverá trabalho feito por portugueses e em Portugal”, reclamou também Alexandre Silva, em representação da Comissão de Trabalhadores.
Ambos os responsáveis disseram aos jornalistas que estão a aguardar a marcação de uma reunião com o secretário de Estado dos Transportes, solicitada há cerca de uma semana.

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