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Teatro Nacional São João abre novo ano com sete estreias

Teatro Nacional São João abre novo ano com sete estreias

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A programação do Teatro Nacional São João (TNSJ) para o primeiro trimestre de 2016 inclui 14 espetáculos, sete dos quais são estreias (quatro absolutas e duas nacionais).

“Acho que é um ótimo desafio para o público vir até nós durante estes três meses intensos de programação”, declarou Nuno Carinhas, diretor artístico da instituição portuense.
O responsável destacou a primeira apresentação nacional de “Guerra”, encenado por Vladimir Pankov, uma coprodução dos festivais internacionais Tchekhov e de Edimburgo, que reforça “os laços com o festival russo, um dos mais influentes a nível mundial no que toca às artes de palco”.
“Guerra” transporta o público para a consoada de Natal de um grupo de jovens artistas em 1913, que vai viver o horror da guerra pouco tempo depois. A peça, que vai ser apresentada em Portugal apenas nos dias 5 e 6 de fevereiro, questiona o poder da arte face à devastação de um conflito – a I Guerra Mundial, que começa em 1914.
Nuno Carinhas destacou quatro estreias absolutas entre as sete previstas para o primeiro trimestre de 2016.
“Dos Mundos Interiores”, texto e encenação de Luís Mestre, é a primeira estreia absoluta e vai subir ao palco do Mosteiro de São Bento da Vitória, na sala do Tribunal, de 15 a 24 de janeiro. Trata-se de uma peça inspirada no romance “Anne Karenina”, de Leo Tolstoy, onde Luís Mestre aborda a solidão, em chave feminina.
“Habeas Corpus – Que Tenhas o teu corpo”, de Ruben Marks, é outra estreia absoluta, que vai estar em cena no Teatro Carlos Alberto de 26 a 28 de fevereiro e tem como foco central o “desejo que deseja desejando, a partir de imagens polimorfas de arte viva”.
“(Des)individuação” de José Eduardo Silva sobe ao palco do Teatro Carlos Alberto entre 10 e 20 de março e aborda o direito democrático da liberdade, mas que se vai condicionando por inúmeros fatores, designadamente o económico.
“Beijo”, com encenação de Jorge Pinto, é a quarta estreia absoluta e deverá ser apresentada entre 23 e 27 de março no Mosteiro de São Bento da Vitória. Nesta peça, os atores Emília Silvestre e Paulo Freixinho vão explorar palavras e poesia de autores como Fernando Pessoa, Eugénio de Andrade, David-Mourão Ferreira, Sophia de Mello Breyner Andersen ou Michel Deutsch, entre outros.
A 24 de março, o TNSJ acolhe a estreia nacional de um díptico de peças de Simon Stephens:” Águas Profundas” e “Terminal de Aeroporto”. Em “Águas Profundas”, três casais têm de fazer uma escolha que condicionará o seu futuro. As cenas são ligadas não só pela localização, mas também pelo facto de as pessoas e os acontecimentos num momento surgirem posteriormente noutro. Já “Terminal de Aeroporto” é um monólogo que retrata a viagem pelo coração invisível de uma cidade através de um voo mágico e sombrio pelos limites do século XXI.
Mas o ano de 2016 no TNSJ arranca a 14 de janeiro com a peça “Doce Pássaro da Juventude”, de Tennessee Williams, espetáculo em cena até 31 de janeiro, o mês em que o São João vai assinalar também os 400 anos da morte do dramaturgo e poeta William Shakespeare com um seminário, orientado por Ana Luísa Amaral, onde se vão ler e decifrar seis peças do artista nascido no século XVI e cujos textos atravessam os tempos e são atuais.
De 21 de janeiro a 7 de fevereiro, o Teatro Carlos Alberto acolhe a peça “Quarteto”, de Heine Müller, uma coprodução do TNSJ e do Centro Cultural de Belém e com conceção e encenação de Carlos Pimenta.
“Finge”, de Carlos J. Pessoa, “Se alguma vez precisares da minha vida, vem e toma-a”, a partir de A Gaivota de Tchékov, “A Festa (da insignificância)”, com direção e coreografia de Paulo Ribeiro, “”Graça: Suite Teatral em três movimentos” e “As Raposas” são outros espetáculos previstos na programação do TNSJ.

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