Sogrape

Teatro Carlos Alberto

Teatro Carlos Alberto

Distante
11-12 maio | 19h00

A 45.ª edição do FITEI – Festival Internacional de Teatro de Expressão Ibérica propõe-nos “imaginar o futuro”. É esse o desafio que a dramaturga britânica Caryl Churchill instiga em Distante (Far Away, 2000), numa encenação de Teresa Coutinho. Num palco-arena, três personagens transitam entre três cenas e três tempos. Pelas costuras de um ambiente doméstico entrevê-se um sistema totalitário que institucionaliza o medo. O espetáculo joga-se na atualidade das parábolas que a peça suscita, perguntando: de que lado estamos nós, espectadores?

Assim se Fazem as Coisas: Monumental Revista Antipopularuxos
20 maio – 5 junho

A Palmilha Dentada sabe do valor redentor do humor. Podemos nós rir “desse carrossel de emoções e acontecimentos” que marcam os anos-covid? “Mais do que nunca, precisamos de rir”, diz-nos a companhia. Assim se Fazem as Coisas: Monumental Revista Antipopularuxos é o veículo que Ricardo Alves nos propõe para ganharmos distância e acedermos ao riso. O dramaturgo/encenador inspira-se no teatro de revista, no qual o ano vivido era passado em revista com um olhar satírico, género popular e kitsch surgido em França, personalizado entre nós na revista à portuguesa. Assim se Fazem as Coisas é então “a revista do ano passado”, esse “ano que foram dois”, cujo olhar analisa a nossa vivência da pandemia. Sendo da Palmilha, esta revista só poderia ser “monumental” e “antipopularuxos”, ou seja, oferecida em libertadora contracorrente.

A Mina
15 – 19 Junho

Companhia de teatro documental que explora as fronteiras entre teatro, dança e performance, a Hotel Europa propõe nos seus espetáculos vias comunicantes entre o passado e o presente, abordando a atualidade de temas pouco discutidos e cruzando a pesquisa historiográfica com testemunhos, narrativas familiares e entrevistas. A Mina sonda a história de uma vila portuguesa, São Pedro da Cova, assombrada pela unidade mineira que durante quase dois séculos foi o principal sustento de famílias inteiras. Desativadas em 1970, nestas minas de carvão foram depositados, em 2001, toneladas de resíduos tóxicos da Siderurgia Nacional, ainda hoje não totalmente removidos. Partindo do trabalho com a comunidade, num diálogo intergeracional sobre o passado mineiro e os atuais problemas ambientais, A Mina aciona memórias, tempos e questões que nos interpelam.

Tartufo
30 junho – 2 julho | 19h00

Estreada em 1664, Tartufo é a mais cáustica das comédias de Molière, uma meditação sobre a hipocrisia que foi alvo da censura da Igreja e dos tribunais franceses. Tartufo é um arrivista que apanha o elevador da religião para alcançar um ponto mais alto na escala social, emblema de uma sociedade predadora que não olha a meios para atingir fins. “Que tempo era esse e que tempo é este em que vivemos agora?”, questiona-se o encenador Tónan Quito, convidando-nos a estabelecer ligações entre passado e presente. Este espetáculo é apresentado no âmbito do NÓS/NOUS, projeto que aprofunda o intercâmbio da cultura teatral entre França, Galiza e Portugal, pensando-o como um território cénico comum. Desenvolvido por quatro teatros (entre eles, os Nacionais de Porto e Lisboa) e por quatro escolas superiores de arte dramática, promove a profissionalização e a internacionalização de estudantes em final de percurso académico, através do contacto com criadores de renome internacional.

Rottweiler
14 – 16 julho

Rottweiler é o nome de guerra de Antonio Bermúdez. Jaime Reverter é o apresentador de Luzes e Sombras, programa “duro e real”, que não “mascara os factos”. Um estúdio de televisão, uma entrevista em direto, um desfecho tingido pelas cores da tragédia. Rottweiler propõe-se refletir sobre o recurso à violência de pessoas que militam em movimentos de extrema-direita e sobre a manipulação informativa de determinados programas televisivos. Há algo de premonitório nesta peça do dramaturgo espanhol Guillermo Heras escrita em 2006, numa altura em que as fake news e a “pós-verdade” ainda não tinham adquirido a centralidade que têm hoje. O encenador Ricardo Simões propõe-nos um jogo cénico que questiona o modo como as mentiras são embrulhadas e difundidas em papel de verdade. “Em que podemos acreditar quando ouvimos, lemos ou vemos uma notícia?”, pergunta esta produção do Teatro do Noroeste – Centro Dramático de Viana. O que é a verdade? O que é a violência?

Teatro Carlos Alberto (TeCA)
Rua das Oliveiras, 43
4050-449 Porto
www.tnsj.pt
Informações Linha Verde TNSJ – 800 10 8675
Número grátis a partir de qualquer rede

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