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O Burguês Fidalgo, Teatro Carlos Alberto

O Burguês Fidalgo, Teatro Carlos Alberto

O Burguês Fidalgo
Até 23 agosto, quarta e sábado 19h | quinta e sexta 21h | domingo 16h, TeCA

É um novo capítulo que se abre na já longa história do Teatro da Palmilha Dentada, mas talvez seja avisado moderar as expectativas. A companhia portuense faz aqui uma incursão inédita no repertório clássico, colocando pela primeira vez numa ficha artística o nome de um autor do cânone dramático ocidental. Mas, avisamos já, este “Burguês Fidalgo” não é “de” mas “a partir de” Molière, expediente que sinaliza uma origem e denuncia uma apropriação, isto se pensarmos no verbo “partir” na sua aceção de “fazer ou ficar em pedaços”. Ricardo Alves e a sua trupe revisitam este clássico de 1670, uma extravagante e colorida comédia-balé escrita em colaboração com o compositor Lully, misturando danças e canções. Território que nem sequer é virgem no percurso da Palmilha Dentada, basta pensar em “A Cidade dos Que Partem” (2009), também ela uma comédia de costumes travestida de musical, ou vice-versa. Retrato das ambições que tudo devoram e dos novos-ricos que tudo compram, “O Burguês Fidalgo” continua a falar de nós e das nossas cidades, em suma: das nossas fealdades. Assunto que tem séculos e séculos de atualidade e futuro.
a partir de Molière | dramaturgia e encenação Ricardo Alves | direção plástica Sandra Neves | desenho de luz Cláudia Valente | música Jean-Baptiste de Lully| interpretação Ivo Bastos, Mafalda Canhola, Maria Teresa Barbosa, Patrícia Queirós, Rui Oliveira, Tiago Araújo | coprodução Teatro da Palmilha Dentada, Teatro Nacional São João | dur. aprox. 1:30 M/16 anos

20.20
3 a 6 setembro, quinta e sexta 21h | sábado 19h | domingo 16h, TeCA

A Circolando está a completar 20 anos, idade maior e redonda. Em “20.20”, André Braga e Cláudia Figueiredo querem celebrar a data e refletir sobre um percurso, mas de uma forma que venha lançar pistas para o futuro. Com um caminho feito de ciclos e ruturas, também agora se quer um novo início. Tendo como inspiração o conceito de corpo-arquivo desenvolvido por André Lepecki, “20.20” parte da abordagem de um conjunto de materiais documentais – textos, movimentos, motes de pesquisa – para, sem ponta de nostalgia ou revivalismo, “identificar campos criativos não esgotados de novas possibilidades”. O que está em jogo é a invenção de novas vidas e desdobramentos para os materiais, trabalhando nas zonas de sombra da memória, na sua consanguinidade com o sonho, no cruzamento de passado-presente-futuro. Do exercício de turbilhonamento do passado, quer-se chegar a “uma nuvem flutuante de afetos”, uma paisagem brumosa de onde emergem corpos, vozes dispersas, matérias pulsantes que reclamam novas existências. Em “20.20”, celebra-se e partilha-se a vivência da criação artística como um laboratório, onde prima a vontade do desafio e do novo, a mesma inquietação de sempre.
direção artística André Braga & Cláudia Figueiredo | cocriação e interpretação Ana Isabel Castro, André Braga, Bruno Senune, Constanza Givone, Daniela Cruz, Félix Lozano, Ricardo Machado | música Rui Lima e Sérgio Martins | interpretação ao vivo Rafael Maia | desenho de luz Cárin Geada | espaço cénico André Braga, Sandra Neves com Pedro Coutinho | figurinos Flávio Rodrigues | produção Ana Carvalhosa (direção), Cláudia Santos | coprodução Circolando, São Luiz Teatro Municipal, CMA/Teatro Aveirense, Teatro Nacional São João | dur. aprox. 1:10 M/12 anos

A.N.T.Í.G.O.N.A
16 a 29 setembro, quarta a sexta 21h | sábado 19h, TeCA

“A.N.T.Í.G.O.N.A”, com texto e encenação de Gonçalo Amorim, faz-se do rasto de muitos e diversos materiais textuais em torno de Antígona (reescritas, ensaios, aproximações) – sobretudo os de George Steiner, Judith Butler, Slavoj Žižek e María Zambrano, mas também os de Sara Uribe, Eduarda Dionísio, Júlio Dantas, Jean Anouilh ou António Pedro. Este cunho polissémico, reforçado pela colaboração criativa de uma equipa multifacetada de artistas, está na base da proposta do Teatro Experimental do Porto de um olhar novo sobre a peça de Sófocles. Num tempo em que as questões da democracia, da cidadania, da justiça e dos direitos humanos ressurgem, urgentes, na ordem do dia, o retorno a esta história universal é vital. Com “A.N.T.Í.G.O.N.A!”, regressamos a dilemas nodais, entre ordem e paz, tradição e amor fraternal, autoritarismo e voz individual. Voltamos a Creonte e Antígona, vozes em contraponto (miméticas na sua intransigência?) que nos interpelam. E se a nossa empatia com Antígona é evidente, que estranho unanimismo este, quando a História revela que por diversas vezes decidimos apoiar Creonte. A polissemia de “A.N.T.Í.G.O.N.A” oferece uma problematização ampla destes temas, “espevitando a coragem, refundando a empatia”.
direção artística Gonçalo Amorim | cenografia e figurinos Catarina Barros | desenho de luz Cárin Geada | artistas convidados Carolina Dinis, Isabel Costa, Luísa Sequeira, Matilde Gandra, Marta Figueiredo, Mia Tomé, Pedro Vilela, Raquel S., Sama | apoio à criação na residência artística Diana Narciso, Hugo Inácio, Maria Inês Peixoto, Mariana Silva Costa | assistência de encenação Patrícia Gonçalves | assistência de cenografia e figurinos Susana Paixão | direção de produção Teresa Leal | coprodução Teatro Experimental do Porto, Teatro Nacional São João | dur. aprox. 2:00

Teatro Carlos Alberto (TeCA)
Rua das Oliveiras, 43
4050-449 Porto
www.tnsj.pt
Informações Linha Verde TNSJ – 800 10 8675
Número grátis a partir de qualquer rede

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