CM Matosinhos

Teatro Carlos Alberto

Teatro Carlos Alberto

Clubes de Teatro – Viagens pela Nossa Terra

até 11 dez | sáb 14:30-16:30
Inscrição aqui a partir de 8 de setembro

Tudo começou com as palavras mágicas Once Upon a Time… Duas fábulas subiram ao palco do São João em dezembro passado, corolário do primeiro ciclo de trabalho dos nossos Clubes de Teatro Sub-18 e Sub-88, que recaiu sobre uma ideia de reportório (o de Shakespeare). O segundo ciclo pôs as palavras de Gil Vicente e de Camões a medirem forças com o audiovisual. Devido à pandemia, E se Gil Vicente passasse na Netflix? passou na plataforma Zoom e passou a perna ao gigante do streaming. E se Os Lusíadas fossem uma Odisseia no Espaço?, o trabalho desenvolvido pelo Clube de Teatro Sub-88, foi apresentado interpares devido aos constrangimentos da situação pandémica. Em outubro, abrem-se novos ciclos de trabalho de três meses. Com a viagem como leitmotiv e a dramaturgia portuguesa como matéria inspiradora, Viagens pela Nossa Terra fará da obra dramática de Bernardo Santareno a sua escala de partida, no último trimestre do ano. No seguinte, será a dramaturgia do século XIX a servir de bússola a esta expedição por um território a que chamamos teatro português.

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À Espera de Godot
10 a 19 dezembro | Domingos às 16:00h | restantes dias as 19:00h

À Espera de Godot – um título que se tornou proverbial em todo o mundo. Talvez nenhuma outra peça do séc. XX tenha conhecido um alcance tão expressivo, tão global. É legítimo afirmar que, na noite em que estreou esta “tragicomédia em dois atos”, Samuel Beckett alterou por completo não apenas a literatura dramática, mas a própria condição teatral. Numa estrada, junto a uma árvore, duas criaturas sem eira nem beira, saídas de um vaudeville ou do cinema mudo, entretêm-se com jogos e picardias, rindo e chorando, discutindo tudo: um par de botas, os Evangelhos, o suicídio… Aguardam por alguém que não chega, que nunca chega: Godot, personagem-mistério que Beckett sempre se recusou a identificar com Deus, porque, mais do que aquilo que esperamos, lhe interessava realçar o que acontece enquanto esperamos. Nome cimeiro da cena internacional e presidente da União dos Teatros da Europa, o encenador romeno-húngaro Gábor Tompa dirigiu atores do elenco quase residente do TNSJ nesta produção com que encerrámos, a 7 de março, a programação do Centenário do Teatro São João. Na altura, fez-se apenas online; agora, depois de tanto esperarmos, poderemos finalmente assistir aos pueris e clownescos jogos de sobrevivência de Didi e Gogo, interpretados com a precisão de uma partitura musical.

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Desenho de Luz + Impressão
11 dezembro | 16:00h

Ao quarto e quinto volumes dos Cadernos do Centenário propusemo-nos desenhar a luz e imprimir a nossa identidade visual. Eis-nos aqui chegados depois das palavras de memória e afeto (O Elogio do Espectador), do pensamento em imagens que celebra o triunfo da reabilitação sobre a decrepitude (Caderno de Obra) e da inventariação de formas da nossa comunicação gráfica até 2019 (Teatro Visual). Desenho de Luz resulta de uma “residência artística” de António Jorge Gonçalves no Teatro São João e no seu entorno urbanístico. Neste livro, o traço é um feixe de luz sobre páginas pretas, o lápis abrindo caminho por entre densas massas de sombra. O ilustrador revela-nos (e oculta-nos) um edifício em jubiloso estado de assombração, transfigurando o que nos é tão familiar em estranho, volvendo o doméstico em fantástico.

A identidade visual concebida pela designer Maria Ferrand no contexto do Centenário – e que constitui a marca mais impressiva da nova estratégia de comunicação do TNSJ, em cujo centro irradia o fulgor da palavra escrita – é o assunto de Impressão. Um sistema de design generativo cuja elasticidade da matriz é capaz tanto da repetição como da diferença, da unidade como da sua variação. Ao fotógrafo João Tuna coube documentar o ambiente “laboratorial” em que esta escrita – declinada em cartazes, programas de sala ou livros – foi tomando corpo. Tuna confere ruído e performatividade ao silêncio tipográfico de Ferrand, capturando-o nas ruas da cidade, nas páginas dos jornais ou nos ecrãs dos nossos telemóveis e computadores.

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O Começo Perdido: Mixtape #1
16 a 19 dezembro – 19:00h | domingo 16:00h

Há uma palavra: lusoburguês. Nos anos 60, o êxodo português implantou no Luxemburgo um exclave nacional que representa cerca de um sexto da população do Grão-Ducado. O dramaturgo e encenador luso-descendente Pedro Martins Beja leva-nos de regresso a casa e ao passado, e fá-lo através de uma mixtape. Nesta fita de memórias, Portugal não é tanto um lugar real, histórico, mas o país distante da infância, imaginado por palavras e sons. Um espectro sonoro da memória, feito de ecos de fado num rádio roufenho e de reclames televisivos, da festa da matança do porco e de histórias de lobisomens e bruxaria – o alinhamento incongruente de uma cassete partilhada por novos e velhos, pelos que foram e pelos que ficaram. Em O Começo Perdido: Mixtape #1, ouvimos os sonhos cumpridos e as ilusões desfeitas de um país que vive fora. Nele, Pedro Martins Beja vai imergir não só nas suas velhas mixtapes, como também nas dos intérpretes de um elenco que combina atores portugueses e lusoburgueses. Depois da recente digressão de Castro ao Luxemburgo, este espetáculo é mais um reflexo do programa de cooperação entre o Teatro Nacional São João e o Théâtre National du Luxembourg.

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Oficina Natal no Teatro
18 a 22 dezembro | sáb-qua 10:00-13:00 + 14:30-17:30h

O Natal convida ao sonho e à fantasia. Nesta oficina emblemática do nosso Centro Educativo, a companhia Teatro a Quatro convida os participantes a municiarem e a expressarem as suas fantasias em atividades artísticas, ao nível da escrita, da interpretação, da música e da ilustração/realização plástica. Há um desejo de arte à espera de ser respondido? Nada melhor do que dar asas a esse sonho no palco onde eles se encenam.

Teatro Carlos Alberto (TeCA)
Rua das Oliveiras, 43
4050-449 Porto
www.tnsj.pt
Informações Linha Verde TNSJ – 800 10 8675
Número grátis a partir de qualquer rede

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