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STCP: Autarquias querem participar na gestão da empresa

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Os autarcas dos municípios servidos pela Sociedade de Transportes Coletivos do Porto (STCP) reuniram-se esta segunda-feira, para acertar estratégia com vista às  conversas que vão decorrer com o Governo, acerca do futuro da empresa.

“As autarquias acham sempre que têm alguma coisa a dizer sobre a gestão dos STCP e temos um consenso alargado sobre essa matéria que temos demonstrado ao longo dos últimos meses”, afirmou o presidente da Câmara do Porto, Rui Moreira, no final da reunião com os autarcas de Gaia, Gondomar, Matosinhos, Maia e Valongo.
A reunião, que contou com a presença de representantes do Conselho Metropolitano do Porto, foi solicitada na final da passada semana pelo presidente da Câmara de Gondomar depois de serem conhecidos alguns cortes de serviços da STCP.
De acordo com o autarca portuense, a reunião teve como objetivo a definição de “uma estratégia relativamente àquilo que se passa com os STCP” e também a preparação de uma reunião que os seis autarcas querem ter “proximamente com o governo sobre essa matéria”.
“Só depois disso faremos declarações. Nesta altura temos essa preocupação, temos preocupação com a questão da bilhética, com o serviço que neste momento não é o melhor que está a ser prestado a todos os nossos municípios e portanto foi uma reunião de trabalho que terá depois conclusão quando falarmos com os representantes do governo central”, sublinhou Rui Moreira.
Moreira disse ainda que a preocupação dos seis autarcas “é unânime” e prende-se com a “enorme degradação” do serviço dos STCP nos últimos anos que “tem um impacto terrível para a vida das pessoas”.
“Chegamos a uma fase diferente, temos um governo diferente, um ministro com intenções diferentes e é com ele que iremos falar e apresentar também a nossa visão e saber até que ponto é possível consensualizar aquilo que é o interesse dos municípios com aquilo que é a vontade e as possibilidades do governo”, afirmou.
O presidente da Câmara de Gondomar, Marco Martins, garantiu que “o consenso é total em todos os pontos” entre os autarcas hoje reunidos.
“Não estaremos dispostos a permitir a degradação do serviço público e é isso que tem acontecido”, afirmou o socialista que disse mesmo duvidar “que o governo soubesse que ia haver cortes” na empresa de transportes públicos que opera nos seis municípios.
O anterior Governo PSD/CDS-PP tinha atribuído a concessão das empresas em Lisboa ao grupo espanhol Avanza, o Metro do Porto à Transdev e a rodoviária STCP – Sociedade de Transportes Coletivos do Porto à Alsa, do Grupo Nacional Express.
Os contratos aguardavam visto prévio do Tribunal de Contas para entrarem em vigor quando o Governo PS entrou em funções e decidiu suspender o processo de obtenção de visto prévio.
O presidente da câmara de Valongo, José Manuel Ribeiro, exigiu esclarecimentos à administração da STCP sobre a eventual redução de serviços das linhas que efetuam passagem em Ermesinde, a maior cidade daquele concelho.
Na quinta-feira, as organizações representativas dos trabalhadores (ORT) da STCP solicitaram uma reunião urgente ao secretário de Estado Adjunto e do Ambiente para esclarecerem questões como a composição do futuro conselho de administração e o corte de serviços.

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