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Startup da UPTEC transforma plástico do oceano em máscaras

Startup da UPTEC transforma plástico do oceano em máscaras

A Skizo, startup incubada na UPTEC – Parque de Ciência e Tecnologia da U.Porto, utiliza plástico encontrado no oceano para produzir máscaras de uso profissional e comunitárias, que, entretanto, receberam a certificação de vários laboratórios de referência na Europa.  

“Em pleno início da pandemia, a produção estava parada e surgiu uma nova necessidade no mundo: máscaras sociais. Olhámos à nossa volta e vimos que o mercado não respondia a uma oferta de máscaras sustentáveis. Decidimos, por isso, colocar mãos à obra e continuar a retirar plástico do Oceano, enquanto começávamos a produzir máscaras sustentáveis.”, sublinhou, em comunicado, André Facote, cofundador da startup, que, até março, se dedicava exclusivamente, à criação de calçado personalizado e bolsas ecológicas, apenas por encomenda, de forma a reduzir a sua pegada ecológica. 

A mesma nota dá conta de que todas as máscaras são “produzidas artesanalmente por costureiras portuguesas”, sendo que cada unidade “retira do oceano o equivalente a cinco garrafas de plástico”. “Com esta redução de plástico nos oceanos — entre sapatilhas, bolsas e máscaras —, já foi limpa uma área equivalente aos distritos do Porto e Lisboa”, lê-se. 

As máscaras, de nível 2 e 3, estão disponíveis, na loja online da empresa, pelo preço de 9 euros. As de nível 3, conhecidas por comunitárias, são feitas com 44% algodão orgânico e 56% plástico reciclado. São produzidas em verde em três tamanhos (S, M e L). 

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Por sua vez, as de nível 2, disponíveis em preto e branco, são feitas em 30% PA e 70% plástico reciclado. De acordo com a Skizo, estas foram as últimas a chegar ao mercado “pelas especificações e características que detêm, como 98% de retenção de partículas, acabamento antibacteriano, proteção antigotículas”. 

As máscaras são “certificadas pelo CITEVE para 25 lavagens, pelo AITEX (Espanha) para 50 lavagens e pela EUROFINS (União Europeia) para 100 lavagens”. 

Importante referir que “retirar plástico do oceano” é a principal missão da startup, criada em março de 2019 por André Facote e Andreia Coutinho. 

Foto: DR

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PD- Revista Sabe bem