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Souto de Moura ganha Prémio Arquitetura do Douro

Souto de Moura ganha Prémio Arquitetura do Douro

O arquiteto portuense Eduardo Souto de Moura venceu no sábado o Prémio de Arquitetura do Douro com a obra da Central Hidroelétrica do Tua, que ficou quase integralmente subterrânea para harmonizar a edificação com a paisagem do Douro Património da Humanidade.

“É decisiva e determinante a intervenção da Arquitetura, enquanto metodologia disciplinar, na construção da Central Hidroelétrica do Tua, acima de tudo, por assegurar a manutenção do Douro Vinhateiro como Património da Humanidade”, lê-se na ata do júri do Prémio Arquitetura do Douro, composto por representantes da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR-N), da Ordem dos Arquitetos Secção Regional Norte, da Entidade Regional do Turismo Porto e Norte, e do arquiteto Álvaro Andrade, vencedor do Prémio da última edição.

O anúncio foi feito nas comemorações dos 18 anos do Alto Douro Vinhateiro Património Mundial, numa sessão promovida no Museu do Vinho, em São João da Pesqueira, e presidida pela Secretária de Estado do Turismo, Rita Marques.

“Queria agradecer à UNESCO, que chumbou o projeto que a EDP queria fazer e que me deu a possibilidade de ter feito este, e agradecer à própria EDP o empenho com que tratou o tema, muito delicado, e a maneira como contornou e lutou para que se efectivasse esta construção contra tudo e todos e que não foi nada fácil”, afirmou Eduardo Souto Moura, durante a entrega do prémio, citado pelo Diário Imobiliário.

O arquiteto vencedor do prémio Pritzker 2011 foi o responsável pela conceção do edifício instalado junto à foz do rio Tua, no âmbito da barragem que a EDP construiu entre os concelhos de Carrazeda de Ansiães (Bragança) e Alijó (Vila Real).

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De recordar que o empreendimento, inserido no Plano Nacional de Barragens, foi alvo de contestação por causa dos impactos na paisagem protegida do Alto Douro Vinhateiro, classificado como Património Mundial em 2001.

Segundo a CCDR-N, durante a cerimónia, foram igualmente destacadas com menções honrosas a dupla de arquitetos Susana Rosmaninho e Pedro Azevedo, com  o projeto de arquitetura do Centro Interpretativo do Vale do Tua,  “um notável projeto de reabilitação, reutilização e valorização de icónicos armazéns devolutos ou abandonados”, e o arquiteto Francisco Vieira de Campos, com o projeto de arquitetura da Casa do Rio, unidade de alojamento turístico em Vila Nova de Foz Côa.

O Prémio Arquitetura do Douro foi criado e lançado em 2006 pela CCDR-N para promover boas práticas de arquitetura no Património Mundial.

A cada dois anos, o galardão distingue “intervenções de construção, conservação ou reabilitação de edifícios ou conjuntos arquitetónicos” construídos após a classificação pela UNESCO.

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