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Sessão recorda brasileiros de torna-viagem

Sessão recorda brasileiros de torna-viagem

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Um documento oitocentista do Arquivo Histórico Municipal do Porto é o mote para uma sessão esta quinta-feira, em que serão recordados os portuenses enriquecidos no Brasil no século XIX. A participação é gratuita mediante pré-inscrição.

Com início às 15h30 na Casa do Infante, esta sessão de acesso livre integra o ciclo “O documento do mês”. O objetivo da iniciativa é aproximar a cidade da sua História, trazendo para fora das estantes documentos caracterizadores da memória portuense.
Nesta sessão o tema são os brasileiros oitocentistas, também conhecidos como “brasileiros de torna-viagem”, que eram portuenses enriquecidos no Brasil que voltavam à sua terra natal.
Na cidade invicta, onde o espírito do negócio era dominante, sentiram-se à vontade e dominaram as transações comerciais com o Brasil, tanto mais que alguns eram proprietários de embarcações que navegavam entre Portugal e o Brasil.
Na vida política, esses “brasileiros” foram figuras influentes de grande prestígio, com grande dinamização dos seus partidos.
Um dos mais afamados “brasileiros de torna-viagem” foi o Conde da Silva Monteiro, a quem pertenceu o palacete da Rua da Restauração onde está sediada a Comissão de Viticultura da Região dos Vinhos Verdes, que chegou a ser considerado a casa mais luxuosa do Porto. Refira-se que este importante comerciante, empresário e filantropo da cidade presidiu aos bombeiros, à Associação Comercial e à Sociedade Palácio de Cristal, sendo vice-presidente da Câmara de 1876 a 1877.
Esta “viagem” conta com a orientação da técnica Daniela Ferreira que tomará como ponto de partida um passaporte da segunda metade do século XIX, integrado na coleção de Armando Couto, oferecido ao Arquivo Municipal em 1987. Trata-se do passaporte do negociante Manuel de Araújo e Silva, natural de Braga, de sua mulher, Miquelina Rosa, e dos filhos Manuel, Ludovina e António, para se deslocarem ao Rio de Janeiro, via Lisboa, emitido pelo Governador Civil do Porto em 1880, Thomaz António d’ Oliveira Lobo.

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