Sabor do Mês Setembro (talho) - PD

Santuário do Bom Jesus e Palácio de Mafra são Património Mundial da UNESCO

Santuário do Bom Jesus e Palácio de Mafra são Património Mundial da UNESCO

Em território nacional, são agora 17 os locais classificados, além dos 11 que constituem património mundial de origem portuguesa no mundo.

O conjunto composto pelo Palácio, Basílica, Convento, Jardim do Cerco e Tapada de Mafra e o Santuário do Bom Jesus, em Braga, são agora Património Cultural Mundial da UNESCO. A decisão foi comunicada este domingo, durante o Comité da UNESCO, em Baku, no Azerbaijão.

A candidatura dos dois monumentos foi aprovada, sendo que ambos levantaram dúvidas entre o Comité do Património da UNESCO. O Conselho Internacional de Monumentos e dos Sítios (ICOMOS) considerou que a Tapada “não está suficientemente documentada”, logo “sem haver mais informações, não faz sentido recomendar este lugar como Património Cultural Mundial”, declarou a representante do grupo durante o Comité, citado pela agência Lusa.

No entanto, países como o Brasil, a Tunísia e a China defenderam o monumento, que acabou por ser aprovado e é agora Património Mundial. “Mafra reúne todas as condições para ser reconhecido. Desejamos inscrever um edifício de valor extraordinário que tem também um jardim e uma tapada e não o inverso, como indica o ICOMOS”, disse a representação de Portugal, ao defender esta candidatura, citada pelo Observador. 

Relativamente ao Santuário do Bom Jesus, algumas das dúvidas levantadas diziam respeito à autenticidade e integridade do palácio, à preservação e prevenção de acidentes. O Brasil voltou a defender Portugal e declarou que o Santuário cumpre todos os critérios para ser considerado Património Mundial. A representante daquele país acrescentou ainda que este serviu de inspiração para o complexo do Bom Jesus de Congonhas, no Brasil, que já consta da lista da UNESCO. 

Portugal conta já com 17 locais classificados em território nacional, havendo ainda 11 que constituem património mundial de origem portuguesa no mundo.

O Centro Histórico de Angra do Heroísmo, o conjunto do Mosteiro dos Jerónimos e a Torre de Belém (em Lisboa), bem como o Mosteiro da Batalha e o Convento de Cristo (em Tomar), foram os primeiros classificados, em 1983.

A estes juntaram-se a Região Vinhateira do Alto Douro, a zona central da cidade de Angra do Heroísmo (nos Açores), a Paisagem Cultural de Sintra, a Cidade-Quartel Fronteiriça de Elvas e as suas Fortificações, o Centro Histórico de Évora, o Centro Histórico de Guimarães, o conjunto do Centro Histórico do Porto, Ponte Luís I e Mosteiro da Serra do Pilar, a Paisagem da Cultura da Vinha da Ilha do Pico, a Laurissilva da Madeira, o Mosteiro de Alcobaça, os locais de Arte Rupestre do Vale do Côa, bem como a antiga Universidade de Coimbra – Alta e Sofia.

A lista do Património Mundial da Humanidade integra atualmente 1092 sítios em 167 países, sendo que alguns deles são de origem portuguesa. São eles o Centro Histórico de Macau, as Igrejas e Conventos de Goa, a Ilha de Moçambique, a cidade portuguesa de Mazagão (El Jadida), a Cidade Velha (em Cabo Verde), o Centro Histórico de Olinda (em Pernambuco, no Brasil), o Centro Histórico de S. Salvador (Baía, no Brasil), o Centro Histórico de Goiás (Brasil), o Centro Histórico de Diamantina (Minas Gerais, Brasil), o Santuário do Bom Jesus de Matosinhos (Minas Gerais, no Brasil) e ainda o Centro Histórico de Ouro Preto (Minas Gerais, Brasil).

Foto: Santuário do Bom Jesus, Braga

PUB
www.pingodoce.pt/pingodoce-institucional/revista-sabe-bem/um-regresso-saboroso-com-a-sabe-bem/?utm_source=vivaporto&utm_medium=banner&utm_term=banner&utm_content=23092022-edicao69utm_campaign=sabebem