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Saltimbancos tomam de “assalto” o TNSJ com a peça “al mada nada”

Saltimbancos tomam de “assalto” o TNSJ com a peça “al mada nada”

Almada Negreiros volta a estar em destaque na programação digital do Teatro Nacional São João (TNSJ). Depois de ter encerrado o mês de maio com a sua “presença” no texto “Exatamente Antunes” – espetáculo criado a partir do seu romance “Nome de Guerra” (1925) por Jacinto Lucas Pires – o autor dá o mote para “al mada nada”, peça que “abre” o mês de junho.

Com encenação de Ricardo Pais e a partir do texto “Saltimbancos”, o espetáculo vai ser transmitido este sábado, às 22h00, e ficará disponível até ao final do dia de domingo, 7 de junho, nas plataformas digitais do São João – site, Vimeo, facebook e Instagram.

Servindo-se do dispositivo cénico de “Turismo Infinito”, espetáculo no qual faz uma viagem pelas várias escritas de Fernando Pessoa –, “al mada nada” propõe uma jornada desde a instrução militar aos arraiais de verão, passando pela cobrição dos cavalos e pelos dramas de namorados.

“A peça, que expõe o melodrama da pobreza nacional através da «moderníssima linguagem do Almada futurista», apresenta uma aceleração vertiginosa própria, para a qual contribuem os b-boys Momentum Crew. A par deste grupo, o espetáculo conta ainda com a percussão de Rui Silva e a interpretação de Pedro Almendra. Tendo estreado em 2014, no São João, «al mada nada» recolhe em si a dança, literatura e música que «ritualizam lutas sem inimigo», explica o São João, em comunicado.

Completando a sua oferta online, o TNSJ mantém também, até ao dia 31 de julho, as visitas guiadas virtuais, no site e no Vimeo, realizadas por Luís Porto, através da perspetiva de quem a estudou, reabilitou, dirigiu e viveu.

“É um Teatro de referência, não só para a cidade do Porto, como para todo o país”. É assim que João Reis recebe os participantes das visitas guiadas virtuais ao edifício que este ano celebra o seu centenário. Ao ator juntam-se outras personalidades conhecidas do tecido teatral português como António Durães, Emília Silvestre, Nuno Carinhas, Francisca Carneiro Fernandes e Eduardo Paz Barroso e os arquitetos Luís Soares Carneiro e João Carreira.

“Com eles é possível ficar a conhecer a «caixa mágica» do Teatro, o fantasma «bebe água» que habita o espaço, ou ainda o «abraço» que, em 2010, o São João recebeu da cidade”, completa a nota divulgada.

Foto: João Tuna

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