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Sabia que uma lotaria ajudou a construir o Hospital de Santo António?

Sabia que uma lotaria ajudou a construir o Hospital de Santo António?

Apesar de se tratar de uma das unidades hospitalares mais importantes da cidade do Porto, poucos conhecem a história e como foi construído o Hospital de Santo António. Para isso temos de viajar até 1700, mais propriamente à década de 1760.

A construção desta instituição não foi uma tarefa nada fácil e a verdade é que foi necessária uma lotaria para a avançar com as obras. Segundo dados da Câmara Municipal, a empreitada arrastou-se no tempo e a falta de verbas levou a que a Santa Casa da Misericórdia do Porto tivesse a ideia de lançar uma lotaria.

A organização e exploração da Lotaria Nacional, tal como acontece nos dia de hoje, pertence à Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, mas a rainha D. Maria I, permitiu que que existisse uma exceção no final do século XVIII.

De forma a que construção avançasse, a rainha autorizou a ideia da Santa Casa do Porto e possibilitou a realização de lotarias por um período de dez anos, com os lucros totalmente destinados à obra do hospital.

Foto: DR

No entanto, entre 1791 e 1798 só se concretizaram sete, devido ao decréscimo do lucro apurado, a partir de 1795, e a inexistência de sorteio em 1797.

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A Misericórdia decretou, rapidamente, o fim da lotaria antes mesmo de perfazer o período de tempo autorizado por D. Maria I. Mesmo sem verbas, as obras avançaram ainda que as dimensões do projeto fossem reduzidas.

A partir de 1799, o Hospital de Santo António passou a funcionar parcialmente e perante alguma insistência, o príncipe regente D. João concederia, em maio de 1800, uma nova lotaria, agora por um período de seis anos.

Salientar que o Hospital de Santo António foi projetado pelo arquiteto inglês John Carr e começou a ser construído em 1769. A empreitada foi prolongada sem que o plano inicial viesse a ser totalmente materializado.

Os ajustes foram-se fazendo resultando na atual traça do edifício neoclássico. Esta construção representou, na altura, uma das maiores obras erguidas pela Misericórdia do Porto, um dos raros locais preparados para receber vítimas de grandes catástrofes e epidemias.

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