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Legião da Boa Vontade

Legião da Boa Vontade

 

E não se trata de uma profissão. É de compromisso que falam os responsáveis que todos os dias trabalham na procura de soluções para os que precisam. Sob o olhar atento das vigilantes, com o símbolo da legião nos coletes amarelos, as participantes no programa “Viva Mais” fazem enxovais para bebés, peças de artesanato para exposições e, acima de tudo, combatem a solidão.

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Um cuidar que não olha a idades

A Legião da Boa Vontade desenvolve programas destinados a todas as fases da vida de um cidadão, desde que se encontra no útero materno até à terceira idade. De acordo com Ana Noys Rocha, supervisora dos programas da Legião, o trunfo do “Viva Mais” está na proposta especial que é feita aos seniores. “Não tratamos a pessoa como alguém carente, dependente de apoio. Convidamos estas pessoas a trazer a sua bagagem cognitiva, adquirida ao longo da vida, para ser aplicada nas várias formas de voluntariado que os nossos programas oferecem”, explicou. Directamente ligado a este programa está o projecto “Cidadão Bebé”, uma vez que “as senhoras do ‘Viva Mais’ desenvolvem actividades como a preparação de enxovais para os recém-nascidos”, permitindo que futuros pais sem recursos monetários tenham acesso a todos os utensílios necessários.

Na lista de ajudas da LBV à população destaca-se ainda o programa “Semente da Boa Vontade”, que proporciona actividades extra-curriculares e de apoio pedagógico às crianças. “Temos teatro, iniciação musical e actividades culturais, de modo a preencher as horas vagas dos mais novos. Em conjunto com as escolas, trabalhamos aos fins-de-semana, ao fim da tarde, na altura das férias de Verão, no Natal e na Páscoa”, explicou Ana Noys Rocha à Viva.

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De referir também o “Sorriso Feliz”, programa de formação e sensibilização para a importância da saúde oral. A LBV realiza sessões de orientação educativa para uma higiene oral correcta, promovidas por cidadãos que mostrem disponibilidade e interesse em fazê-lo. Além disso, está em funcionamento a Unidade Móvel de Saúde Oral, totalmente equipada pela legião, que já marcou presença em diversas feiras de saúde.

“Temos ainda a ‘Ronda da Caridade’, durante a qual fazemos um trabalho itinerante de apoio aos sem-abrigo, e o programa ‘Um Passo em Frente’, que se traduz na atribuição mensal de cabazes a 100 famílias”, salientou a supervisora. O número de voluntários, que ronda os 400 por mês, tende a crescer na época natalícia, o que permite o aumento das rondas e a atribuição de cabazes a cerca de mil famílias.

Quilómetros percorridos vs Quilómetros a percorrer

O trabalho na LBV é árduo, mas acaba por dar frutos. “Tivemos uma grande luta para conseguir a Unidade Móvel, que era uma meta que achávamos muito difícil”, afirmou Ana Noys Rocha, com satisfação. Além do veículo, a legião já acumula outras vitórias. “Ultrapassámos os 100 parceiros no programa Sorriso Feliz, temos a nossa sede própria, conquistámos voluntários ao ponto de atingirmos cerca de 400 assíduos todos os meses e conseguimos editar uma revista, com a ajuda de patrocínios, porque precisamos de prestar conta do nosso trabalho”, acrescentou.

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Apesar das vitórias, “a estrada a percorrer ainda é longa”. A supervisora dos programas da LBV aproveitou, portanto, para apelar a um maior apoio social. “A Legião precisa de material de consumo na área da saúde oral – babetes, luvas, máscaras, aventais, dentífricos, escovas – todo o material que mensalmente temos de ter para atender as nossas crianças”. Além dos patrocínios, a “mão-de-obra” também nunca é de mais. “Não é só ajudar a montar um cabaz, distribuí-lo e esquecer que a família vai continuar a precisar da nossa ajuda; não é só visitar o ATL da LBV, brincar com as crianças, oferecer amor naquele momento e deixar que a situação na casa dessas crianças continue a ser a mesma. Temos de ser agentes de mudança. Além dos donativos materiais, precisamos de mão-de-obra para termos resultados”, apelou Ana Noys Rocha.

O sorriso como recompensa

Ciente de que é impossível resolver todos os problemas da sociedade, a Legião da Boa Vontade considera que o seu maior contributo é formar uma consciência nova, um “espírito de solidariedade para que todos os cidadãos se sintam responsáveis pela melhor qualidade de vida da sociedade como um todo”.

“Por todo o respeito que este trabalho merece é preciso mais compromisso”, afirmou a supervisora. A recompensa? “Ver, no final do dia, o sorriso estampado no rosto daqueles que conseguimos ajudar”, finalizou.

Mariana Albuquerque

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