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Reitoria da U. Porto recebe exposição sob o mote “Facies mortis: emoções, vida e rostos da morte”

Reitoria da U. Porto recebe exposição sob o mote

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A Reitoria da Universidade do Porto (U. Porto) recebe, a partir da próxima segunda-feira e até ao dia 20 de janeiro, uma exposição de máscaras de cadáveres sob o tema “Facies mortis: emoções, vida e rostos da morte”.

A mostra, com curadoria de Carlos Branco, é uma iniciativa do Instituto Nacional de Medicina Legal e Ciências Forenses (INMLCF), inserida nas comemorações dos seus 15 anos.
A hipótese que se pôs ao professor (e diretor do Instituto de Medicina Legal entre 1918 e 1947) João de Azevedo Neves era se pela expressão das pessoas nos instantes antes da morte seria possível deduzir algo sobre a causa da morte, tendo para isso criado uma escala, ou “expressómetro”.
“[O expressómetro] variava de uma emoção mais positiva que seja o sorriso, depois numa escala descendente, a inexpressão como se estivesse a dormir, depois a tristeza, a dor e o terror”, explicou à Lusa o vice-presidente do INMLCF, João Pinheiro, realçando que estas últimas três expressões estariam associadas a mortes menos tranquilas.
João Pinheiro realçou que “se a hipótese que se punha a quem fez esta coleção de máscaras nos anos 1913-1943 tivesse vingado” não teria trabalho como patologista, “porque não era mais preciso fazer autópsias”, algo que veio a ser “obviamente” rejeitado em termos científicos.
“A exposição tem a ver com um espólio magnífico que o instituto tem, sobretudo na delegação de Lisboa, não só de máscaras de cadáveres, mas também de tatuagens em pele humana, de objetos ligados com os mortes, crimes, suicídios, um espólio muito interessante e que temos estado a tornar visível e a estudar”, afirmou o vice-presidente da instituição.
O patologista forense referiu que o estudo do próprio Azevedo Neves “veio demonstrar que apesar da violência de muitas circunstâncias a maioria dos cadáveres ostentavam [uma face] inexpressiva e portanto não se confirmou a hipótese científica da expressão da morte coincidir com a causa da morte”.
Na mostra, vão ser exibidas cerca de 20 máscaras de cadáveres das mais de 200 feitas a partir do estudo de João de Azevedo Neves a vítimas de enforcamento, “bem como tatuagens e objetos que estiveram envolvidos nas mortes”.
As máscaras em si eram feitas com gesso, resultando em bustos brancos que não estão nem pintados nem decorados, uma vez que “isto não era arte, era ciência”, frisou João Pinheiro.

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