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Reflexão sobre o teatro, a linguagem e o Homem em estreia no TeCA

Reflexão sobre o teatro, a linguagem e o Homem em estreia no TeCA
“A Cena”, do francês Valère Novarina, com encenação de Renata Portas, vai estrear amanhã, no Teatro Carlos Alberto.

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O Teatro Carlos Alberto (TeCA), no Porto, vai receber esta quinta-feira a estreia absoluta da peça “A Cena”, do francês Valère Novarina, que reflete sobre o teatro, a linguagem e o Homem, tendo a Páscoa Judaica como pano de fundo. Segundo explicou a encenadora, Renata Portas, o espetáculo representa “uma espécie de ensaio filosófico sobre o que é isto de habitarmos um corpo, do que é sermos homens, com uma relação com Deus”, num momento em que se aproxima a Páscoa. Apesar de reconhecer que o texto de Valère Novarina é “palavroso até mais não”, Renata Portas admitiu que há “monólogos extraordinários” que não encontra em mais lado nenhum. “Isto é um tratado, é um espetáculo que [Novarina] faz já com 58 anos de idade e nota-se que é uma tentativa de resumir o pensamento dele, que é maravilhoso, mas absolutamente intrincado na filosofia, na filologia. É uma leitura difícil, mas muito prazerosa”, sustentou. O período de duração da peça – de 2 horas e 45 minutos – é algo que não preocupa a encenadora. “Há um público que tem uma imensa necessidade de entrar ali, de se perder naquele lugar absolutamente mágico que é o teatro, onde nós podemos suspender o espaço e o tempo. Três horas gastamos nós às vezes inutilmente a ver TV, em coisas fúteis. Então que reservemos esse espaço de silêncio, de prazer e de música para estas três horas”, referiu.
“A Cena”, que estará em exibição até ao próximo dia 19, é uma co-produção do Teatro Nacional São João e da companhia Público Reservado. Os bilhetes para o espetáculo custam 10 e 15 euros.

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