Recheio

Recordar a primeira edição da VIVA!

Recordar a primeira edição da VIVA!

Foi precisamente há 21 anos. Corria o ano de 1999 quando a VIVA!, a primeira revista gratuita em Portugal, saiu à rua pela primeira vez. O facto aconteceu num mês particularmente simbólico para os portugueses, abril, vincando, ainda mais, o seu compromisso de verdade para com todos os leitores. “Quer ser, certamente vai ser, um meio de dinamização do comércio local, um instrumento de comunicação entre os seus habitantes e utilizadores, um forte contributo para o aprofundar de uma relação positiva entre os seus autarcas e munícipes, um espaço de divulgação actual e permanente dos vários projectos em curso”. Assim escrevia, no editorial, José Alberto Magalhães, que ainda hoje continua a liderar a informação da VIVA!. Mas, o melhor mesmo é começarmos a folhear esta edição e recordarmos as reportagens desse tempo…

Começamos, naturalmente, pelas capas. E, sim, não é engano da nossa parte. A primeira edição da VIVA!, no Porto, saiu com duas publicações: uma dirigida aos leitores das freguesias de “Cedofeita – Massarelos – Lordelo do Ouro” e outra aos das freguesias de “Aldoar – Ramalde”. Na primeira, o grande destaque vai para uma fotografia do atual Super Bock Arena – Pavilhão Rosa Mota, outrora designado por Palácio de Cristal, acompanhada de um título que ainda hoje mantém a atualidade: “Uma pérola do Porto”. Por sua vez, a segunda mostra uma imagem aérea do Porto. “Cidade do futuro”, lê-se na publicação, que apresenta “Um olhar” aprofundado sobre Ramalde.

Naquilo que hoje designaríamos como “Perfil”, vimos dois rostos bem conhecidos das gentes do Porto, o empresário Manuel Serrão e o escritor Mário Cláudio, em duas entrevistas com especial enfoque à cidade portuense. “É conhecida como a capital do trabalho e por algum motivo o é. No Porto o maior orgulho que há é o trabalho que se faz (…) Acaba por ser igualmente a capital da iniciativa porque existe aquilo que se chama espírito empreendedor, que é mesmo característico das gentes do Norte”, afirmava Manuel Serrão, que nasceu na Vitória, mas dizia que a sua “freguesia de naturalidade é Paranhos”, uma vez que foi lá que viveu toda a sua “adolescência e infância”. Por sua vez Mário Cláudio, pseudónimo literário de Rui Manuel Pinto Barbot Costa, também nascido no Porto, cidade que o “inspira” e serve de cenário a muitas das suas obras, apelava aos portuenses para que fossem “o mais felizes possível numa cidade que define como umas vezes fascinante outras vezes insuportável”, segundo a jornalista Marta Almeida Carvalho.

As duas revistas, ambas com 98 páginas, apresentam algumas reportagens em comum. “Pelos meandros da sedução”, “Prostituição dá que pensar”, “Hábitos de Consumo”, “Metro/Porto 2001”, “Desporto” e “Agenda Cultural” são alguns exemplos. Nesta última, a VIVA! faz um roteiro exaustivo por alguns dos locais mais emblemáticos da cidade, como o Coliseu do Porto, o Museu Nacional de Soares dos Reis, a Biblioteca Pública Municipal do Porto e a Fundação de Serralves, considerada “um polo cultural europeu por excelência”. “Verdadeiramente notável é o Parque Natural que envolve a Casa de Serralves. Os seus magníficos jardins, dotados de uma tranquilidade e beleza sem igual, são património vocacionado para a animação e educação ambientais”, descrevia a publicação.

O “Através dos Tempos”, rubrica que ainda hoje se mantém, recordava, numa das revistas “o passado e o presente” de Cedofeita e a “freguesia ribeirinha” de Massarelos e na outra os “séculos de história” de Ramalde. No campo desportivo, o destaque foi para uma entrevista com Jaime Moreira Pacheco, na época treinador do Boavista FC, que atravessava, nesse período, “um dos seus melhores momentos” e ainda para a história do Ramaldense, fundado em abril de 1922, que teve “como principal mentor, entre outros, Alberto Araújo, personalidade que deu o nome ao campo do clube”. Numa outra secção, intitulada “Ambientes”, lia-se sobre o “Design Moderno à Conquista da Invicta”, noutra sobre “a árvore que deu o nome à rua” de Pinheiro Manso, em Ramalde, e conheciam-se ainda as opiniões sobre aquele que viria a ser um dos maiores projetos urbanísticos no norte de Portugal, o Metro do Porto.

Manuela Tojal, Artur Agostinho, Júlio Couto, Jaime Pacheco, Paulo Vallada e Hélder Pacheco foram alguns dos rostos que também fizeram parte da primeira edição da VIVA!, que começou a sua história na capital, em Lisboa, e depois expandiu-se para o Porto. Por aqui consolidou as suas raízes e leitores assíduos a quem tenta sempre levar as melhores histórias… Histórias amplamente complementadas com fotografias, que sempre foram uma das “imagens de marca” da revista e que, acredita a direção, fazem toda a diferença na mensagem recebida pelos leitores. Afinal, e o ditado já é antigo, “uma imagem vale mais do que mil palavras”.

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