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Primeiro Banco Municipal de Medula Óssea

Primeiro Banco Municipal de Medula Óssea

Em declarações à Viva, a diretora do CHN, Helena Alves, esclareceu que a iniciativa do Banco Municipal surgiu através “de um presidente de câmara e de um chefe de gabinete com vontade de fazer alguma coisa”. Alberto Santos, autarca penafidelense a que se referia a responsável, explicou que a proposta “partiu da observação de que, periodicamente, se geram movimentos de solidariedade em torno de casos concretos de pessoas que precisam de encontrar um dador de medula óssea”. Assim, numa tentativa de evitar “ficar do lado passivo”, a autarquia decidiu criar um banco virtual, destinado “não só dar resposta aos casos de extrema necessidade, mas também a conseguir prevenir situações”.

medula3O esquema de funcionamento é simples: os interessados podem inscrever-se, como dadores, em qualquer junta de freguesia, para posteriormente participarem nas ações de colheita de amostras de sangue, que visam a criação de um registo informático no qual ficam arquivados os seus dados e características celulares, de modo a poderem ser comparadas com as dos doentes. “Haverá calendários nas juntas e a marcação será feita de acordo com as inscrições, de forma a rentabilizar o trabalho das equipas de recolha”, referiu Helena Alves. As ações vão decorrer em todas as freguesias do concelho, esperando-se a contaminação de outros municípios.

Para Alberto Santos, trata-se de uma forma de evitar os “casos pontuais de fraude, em que as pessoas simulam que estão doentes para poderem obter vantagens”. Assim, através da mobilização das pessoas, o presidente da câmara de Penafiel pretende reforçar a eficácia das campanhas que, muitas vezes, não são suficientes para salvar vidas. “Há sempre atitudes de grande generosidade. Contudo, por vezes, esses movimentos não conseguem, por si só, atingir o objetivo porque o dador pode estar em qualquer parte do mundo”, lamentou, confessando já ter assistido, na qualidade de dador, ao caso de uma criança que não conseguiu efetuar um transplante de medula a tempo.

medula2Pela experiência profissional de Helena Alves, “as pessoas são extremamente solidárias” e, muitas vezes, querem ajudar, “mas não têm apoio na logística”. Assim, através da iniciativa da autarquia penafidelense, as inscrições para as ações de recolha de amostras de sangue vão fazer com que só um determinado número de técnicos se desloque ao local, evitando desperdícios de tempo e dinheiro. Além disso, acrescentou a responsável, as juntas mostraram disponibilidade para a distribuição de material informativo aos cidadãos que precisarem de esclarecimentos.

Experiência contrária à de Alberto Santos teve Susana Sousa, penafidelense de 21 anos que deu uma amostra do seu sangue numa campanha de recolha, na faculdade, conseguindo, depois, salvar uma vida. “Foi das maiores felicidades que já tive, é algo inexplicável”, confessou a dadora regular, em declarações à Viva, explicando que começou a participar nas campanhas pelo facto de a mãe precisar de transfusões de sangue mensais. A estudante foi contactada pelo Centro de Histocompatibilidade do Norte e não hesitou em ajudar o doente. “Disse logo que sim e depois fui fazer uma série de exames de preparação”, contou, com entusiasmo. Apesar de não saber o sexo da pessoa que recebeu as suas células, a jovem espera que o seu estado de saúde esteja estável, confessando estar disponível para ser novamente dadora de medula óssea.

Mariana Albuquerque

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