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Portugueses estão a praticar mais exercício físico

Portugueses estão a praticar mais exercício físico

Esta quarta-feira, 6 de abril, data em que se assinala o Dia Mundial da Atividade Física, o relatório do Programa Nacional para a Promoção da Atividade Física (PNPAF), da Direção-Geral da Saúde (DGS), revelou que os portugueses praticaram mais exercício no ano passado, quando comparado com o ano de 2020, em que começaram a aparecer os primeiros sinais da pandemia de covid-19.

Segundo o “REACT COVID 2.0”, 54,3% dos inquiridos apresentam níveis adequados de atividade física para a promoção da saúde, o que revela um acréscimo de 8,3% comparativamente ao ano transato, em que apenas 46% tinha uma prática regular de exercício físico.

As atividades mais praticadas, de forma estrutura, foram a caminhada, o treino de força, as atividades de fitness e a corrida. Por sua vez, no que respeita às atividades físicas não estruturadas destacam-se as tarefas domésticas e a ação de subir e descer escadas.

Em contrapartida, a análise verificou também um aumento do “tempo sedentário” – igual ou superior a sete horas por dia – de 38,9% para 46,4% dos inquiridos.

“Os resultados sugerem que a atividade física e o comportamento alimentar parecem influenciar-se mutuamente, o que sublinha a importância de uma abordagem integrada na promoção destes comportamentos”, lê-se no comunicado divulgado pela DGS, onde indica que nesta abordagem é necessário ter também em conta “o género, a idade e a situação socioeconómica”.

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O estudo revela que ser mulher, ter idade inferior a 45 anos e perceção de má situação financeira e de saúde está a associado a um “aumento do risco de menores níveis de atividade física e de mudança para um perfil alimentar pior”, enquanto que ser homem, ter mais de 46 anos e uma boa perceção do seu estado de saúde está associado a “maiores níveis de atividade física e manutenção de bom perfil alimentar”. 

No mesmo documento, a DGS reforça a importância da atividade física na contribuição do “aumento da longevidade e redução da carga de doença”. “Além do seu papel preventivo e terapêutico na saúde das populações, tem sido notória a produção científica no âmbito do seu contributo concomitante para o combate às alterações climáticas e promoção do desenvolvimento sustentável”, salienta ainda.

O estudo “REACT COVID 2.0” foi desenvolvido em parceria com o Instituto de Saúde Ambiental da Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa e pretendeu conhecer os comportamentos alimentares e de atividade física dos portugueses cerca de um ano depois do início da situação pandémica em Portugal.

Importante referir que, de acordo com as recomendações da Organização Mundial de Saúde (OMS), as crianças e adolescentes até aos 17 anos devem praticar 60 minutos por dia de atividade física “de intensidade moderada a vigorosa, maioritariamente aeróbica” e incluir ainda atividades de fortalecimento muscular e ósseo, três vezes por semana.

Os adultos, com idades compreendidas entre os 18 e os 64 anos, devem praticar entre duas horas e meio a cinco horas de atividade aeróbica de intensidade moderada, ou pelo menos 75 a 150 minutos de atividade de intensidade física aeróbica de intensidade física vigorosa.

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PD- Revista Sabe bem