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Portugal prepara força militar para ajudar Ucrânia

Portugal prepara força militar para ajudar Ucrânia

Começou a guerra na Ucrânia. Após várias semanas de sobressalto, Vladimir Putin deu a derradeira ordem de ataque ao exército russo, começando uma série de bombardeamentos um pouco por todo o país e com as tropas Russas a invadir a Ucrânia. Há quem intitule este ato como o início da “3ª Guerra Mundial”.

Na manhã desta quinta-feira, o primeiro-ministro António Costa, afirmou Portugal dispõe de uma força militar que será disponibilizada para missões de dissuasão, caso seja essa a decisão do Conselho do Atlântico Norte.

“Como é sabido, Portugal integra este ano as forças de reação rápida da NATO e nesse quadro temos um conjunto de elementos que estão disponibilizados, e a prontidão a cinco dias, para, se for essa a decisão do Conselho do Atlântico Norte, serem colocados sob as ordens do comando da NATO para a realização dessas missões de dissuasão”, frisou. No entanto, logo a seguir, António Costa salientou que “a NATO não intervirá nem agirá na Ucrânia”.

António Costa falava em conferência de imprensa, em São Bento, depois de uma reunião com os ministros de Estado e dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, da Defesa Nacional, João Gomes Cravinho, e com o chefe do Estado Maior General das Forças Armadas, almirante Silva Ribeiro.

Esta reunião debruçou-se na preparação do Conselho Superior de Defesa Nacional, convocado pelo Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, para as 12:00.

O primeiro-ministro sinalizou que está reunido o Conselho do Atlântico Norte ao nível de embaixadores e que definirá “qual é a medida de empenho de forças de dissuasão que a NATO adotará para proteger todos os países membros da Aliança Atlântica que têm fronteira com a Ucrânia ou que estão no conjunto de toda uma vasta região que se estende da Islândia à Turquia”.

“E a posição que a NATO terá e em que as forças portuguesas poderão estar empenhadas são missões de dissuasão, em particular junto dos países da NATO que têm fronteira com a Ucrânia”, indicou, numa conferência de imprensa em que teve ao seu lado Augusto Santos Silva, João Gomes Cravinho e o almirante Silva Ribeiro.

Na mesma conferência, António Costa garante que Portugal tem um plano de evacuação de cidadãos portugueses e luso-ucranianos da Ucrânia e que há abertura para o acolhimento de familiares dos ucranianos residentes no país.

Perante os jornalistas, o líder do executivo português transmitiu “uma palavra de confiança à comunidade ucraniana que reside em Portugal”.

“Contarão com toda a nossa solidariedade, têm sido muito bem-vindos a Portugal. Os seus familiares, os seus amigos, os seus conhecidos que entendam que devem procurar em Portugal a segurança e o destino para dar continuidade às suas vidas são muito bem-vindas. Essas são, aliás, instruções transmitidas às nossas embaixadas quer na Ucrânia quer nos países vizinhos para serem agilizadas emissões de vistos para quem pretenda vir para Portugal”, declarou o primeiro-ministro.

Relativamente aos portugueses e luso-ucranianos residentes na Ucrânia, de acordo com o primeiro-ministro, “está estabelecido um processo de evacuação e que será ativado se e quando for solicitado que assim aconteça”.

Alyona Smertina, da Associação dos Ucranianos em Portugal, revelou que as famílias ucranianas residentes no Grande Porto vão juntar-se na noite desta quinta-feira, em Vila Nova de Gaia para fazer “uma grande oração” pela Ucrânia.

“Não queremos que as pessoas morram lá”, afirmou. “Vamos juntar-nos todos na nossa igreja e fazer uma grande oração pela Ucrânia”.

A iniciativa vai decorrer pelas 20:00 horas no Seminário Cristo Rei, em Gaia, onde a comunidade ucraniana do Grande Porto frequenta a Igreja Greco Católica Ucraniana.

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