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Portugal fecha espaço aéreo a companhias aéreas russas

Portugal fecha espaço aéreo a companhias aéreas russas

O Ministério dos Negócios Estrangeiros divulgou esta segunda-feira que Portugal vai fechar o seu espaço aéreo a companhias aéreas russas, na sequência da invasão da Rússia à Ucrânia.

“Portugal vai fechar o seu espaço aéreo a companhias de aviação da Rússia. Tomamos esta medida em articulação com os nossos parceiros europeus e em resposta à agressão da Rússia contra a Ucrânia”, pode ler-se numa publicação do ministério na sua conta oficial no Twitter.

Esta decisão segue a tomada de posição de vários países europeus, entre os quais Reino Unido, França, Itália, Alemanha, Bélgica, Luxemburgo, Dinamarca, República da Irlanda, República Checa, Polónia, Alemanha, Bulgária, Estónia, Letónia, Lituânia e Finlândia.

“A unidade da Europa é total” referiu o ministro francês Jean-Baptiste Djebbari aquando a Air France anunciou que vai suspender de forma temporária o “voos de e para a Rússia”, não operando voos para Moscovo e São Petersburgo até novo aviso “tendo em conta a situação na região”.

Um porta-voz da companhia acrescentou que a Air France também está a suspender voos de e para a China, Coreia e Japão, “enquanto investigam opções de planos de voo para evitar o espaço aéreo russo”.

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Recorde-se que no passado domingo, a Avenida da Boavista foi palco de um protesto, onde cerca de 2 mil pessoas se juntaram para exigir o fim da guerra.

Formou-se uma espécie de aliança luso-ucraniana, com muitas bandeiras da Ucrânia e palavras de ordem de apoio ao país invadido pela Rússia. Foi entoado o hino ucraniano e viram-se vários cartazes com o rosto do presidente russo, Vladimir Putin, com o símbolo nazi aposto.

A Rússia lançou na passada quinta-feira de madrugada uma ofensiva militar na Ucrânia, com forças terrestres e bombardeamento de alvos em várias cidades, que já provocaram cerca de 200 mortos, incluindo civis, e mais de 1.100 feridos, em território ucraniano, segundo Kiev. A ONU deu conta de perto de 370 mil deslocados para a Polónia, Hungria, Moldávia e Roménia.

O ataque foi condenado pela generalidade da comunidade internacional e motivou reuniões de emergência de vários governos, incluindo o português, e da Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO), UE e Conselho de Segurança da ONU, tendo sido aprovadas sanções em massa contra a Rússia.

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