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Porto vai aumentar capacidade de ajuda para os sem-abrigo da cidade

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A autarquia do Porto tenciona, este verão, lançar um plano de modo a conseguir a alargar a capacidade de ajuda aos sem-abrigo da cidade.

Assim, numa cooperação entre a Câmara e as instituições a atuar nas ruas do Porto, serão reforçados os recursos já existentes, com direito a uma nova equipa de rua, um novo espaço de acolhimento de emergência, restaurantes sociais e alojamento de longa duração.
Segundo Manuel Pizarro, vereador da Habitação e Ação Social, o município vai “aproveitar tudo o que a Rede Social já hoje faz, através do Núcleo de Planeamento e Intervenção nos Sem-abrigo do Porto (NPISA Porto) [que é coordenado pelo Centro Distrital de Segurança Social] e fornecer respostas suplementares, aumentando ou a quantidade ou a qualidade dessas respostas”.
A autarquia vai, ainda, nos próximos dias lançar um concurso para organizações no terreno de modo a criar-se uma nova equipa de rua exclusivamente dedicada aos sem-abrigo que, para além do habitual apoio social, tenha uma valência reforçada na área da saúde, capaz de uma primeira intervenção e de encaminhar os casos mais problemáticos para o centro de emergência que será criado ou para uma unidade hospitalar, quando possível. O funcionamento desta equipa, que vai integrar quatro elementos, será custeado pela autarquia.
Manuel Pizarro disse que existem, neste momento, “80 a 120 pessoas a viver na rua”, mas o conceito de sem-abrigo é mais lato e abrange todos aqueles que vivem em edifícios devolutos, em quartos alugados pela Segurança Social, entre outras circunstâncias de fragilidade, elevando o número para perto das 800 pessoas, segundo os dados mais recentes da Rede Social do Porto.
Quanto ao novo espaço de acolhimento de emergência temporário, irá funcionar numa das maiores enfermarias do Hospital Joaquim Urbano, na freguesia do Bonfim.
O vereador sublinhou, também, que até “meados de setembro todos estes quatro pilares vão estar em funcionamento no terreno”, explicando que todas as medidas serão devidamente monitorizadas e avaliadas para reajustamentos de funcionamento.
Os dados mais recentes do Instituto Nacional de Estatística indicam que, no ano passado, 26,7% da população residente em Portugal encontrava-se em risco de pobreza ou exclusão social, 21,6% da população em situação de privação material e 9,6% em situação de privação material severa.

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