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Porto sede europeia da Fundação Sindika Dokolo

Porto sede europeia da Fundação Sindika Dokolo
A casa de Manoel de Oliveira, no Porto, vai ser a sede europeia da Fundação Sindika Dokolo, que tem uma das mais importantes coleções de arte africana.
O colecionador de arte Sindika Dokolo, marido da empresária angolana Isabel dos Santos, comprou a casa Manoel Oliveira por 1,58 milhões de euros, edifício que foi projetado pelo arquiteto Souto Moura.
“Ao estabelecermo-nos num edifício como a Casa Manoel de Oliveira, em plena Foz portuense, estamos a afirmar a nossa intenção em contribuir para tornar o Porto ainda mais cosmopolita e mais cultural. Neste espaço vamos promover redes de reflexão artística e fortalecer laços entre Portugal e Angola, a Europa e África, numa ode à Arte enquanto elemento unificador de povos e países”, referiu Sindika Dokolo, num comunicado enviado ao jornal Público.
A instituição do empresário congolês tem uma das maiores coleções de arte moderna africana, tendo já exposto parte dela no Porto, com a mostra ‘ You love me, You love me not’.
A fundação foi criada em 2003 na capital angolana, Luanda, com o objetivo de promover a arte. Com um espólio de cerca de três mil obras, da autoria de 90 artistas de 25 países, a fundação foca-se, sobretudo, na arte contemporânea e já esteve presente em certames como a ARCO (Madrid), a Bienal de Veneza (Itália) ou o Espaço OCA, em S. Paulo (Brasil).
Depois de ter sido recebido com honras pelo presidente Rui Moreira, que lhe atribuiu a medalha de mérito da cidade, grau ouro, pelo seu contributo para o desenvolvimento cultural, o casal Sindika e Isabel dos Santos confessou à revista Visão estar seduzido pela dinâmica cultural da cidade e querer instalar aqui uma base dos seus negócios. Algo que muito se deve ao trabalho realizado pelo falecido vereador da cultura, Paulo Cunha e Silva, principal fomentador da relação então estabelecida com o colecionador de arte.
Desde então, estreitaram-se laços com algumas instituições do Porto, como a Casa da Música ou a Fundação de Serralves, nas quais Sindika Dokolo passou a integrar o conselho de fundadores.
Promessas então lançadas pela Fundação apontavam para um intercâmbio cultural entre os dois países. À Visão, Fernando Alvim, vice-presidente da Fundação Sindika Dokolo, disse mesmo estar previsto o financiamento a atividades culturais que promovessem a aproximação entre artistas portugueses e angolanos. Nomeadamente, um festival de música e uma grande exposição que pusesse em diálogo a coleção de arte contemporânea africana com a de Serralves.
“África tem uma história moderna e contemporânea suficientemente importante para circular pelo mundo. É importante ter uma instituição no Porto para esvaziar os complexos vigentes em muitas sociedades em relação África”, disse Fernando Alvim. Os planos passavam ainda por financiar intercâmbios culturais que levasse artistas portugueses a Angola e trouxesse angolanos a Portugal.
Ao Jornal de Negócios, Sindika Dokolo adiantou que a casa Manoel de Oliveira, agora adquirida, iria ser utilizada “como residência para artistas africanos e como espaço para a concepção de projetos envolvendo criadores africanos e europeus”.

(Público, Jornal de Negócios e revista Visão){jcomments on}

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