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Porto: requalificação do Bairro do Cerco sem demolição de blocos

Porto: requalificação do Bairro do Cerco sem demolição de blocos

O presidente da Câmara do Porto, Rui Moreira, assegurou que a requalificação do Bairro do Cerco será feita sem a demolição de nenhum dos blocos.

A garantia foi dada à população numa reunião que decorreu segunda-feira, na Escola Básica e Secundária do Cerco, tendo sido depois reafirmada na sessão extraordinária da Assembleia Municipal.

“Havia a previsão de que, fruto da grande reabilitação em curso no Cerco, alguns edifícios poderiam vir a ser demolidos para a construção de novas vias e de alargamento do espaço verde dentro do bairro. E a dúvida tinha-se instalado e crescido entre os moradores do Bairro do Cerco, que questionavam se a Câmara do Porto iria ou não avançar com a medida”, escreve o portal de notícias da autarquia.

“Nenhum bloco vai ser demolido”, confirmou Rui Moreira, na reunião que deu a conhecer em detalhe todas as intervenções programadas para os blocos 5, 6, 9, 13, 21, 24, 26 e 30, apresentadas pelo vereador da Habitação e Coesão Social, Fernando Paulo, que preside à empresa municipal Domus Social, o vice-presidente da administração da empresa, Barbosa Pinto, e a administradora, Filipa Melo, bem como o presidente da Junta de Freguesia de Campanhã, Ernesto Santos.

Estes oito blocos, “que se encontram bastante degradados”, serão reabilitados – e não demolidos -, numa intervenção que inclui coberturas; fachadas; caixilharias, acessos comuns; infraestruturas hidráulicas; instalações elétricas e instalações mecânicas. Os trabalhos deverão ter início no segundo semestre de 2020. Depois de terminada a reabilitação e beneficiação do edificado, será intervencionado o espaço público. 

As obras nos blocos 31 e 32 devem estar concluídas em julho de 2020; os blocos 1, 2 e 3, em março de 2021; e os blocos 7, 8, 10, 16, 17, 19 e 20 em setembro de 2021. Segundo a autarquia, esta segunda fase das obras de requalificação do Cerco está orçada em mais de seis milhões de euros.

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A intervenção, além de beneficiar coberturas, fachadas e empenas, incidirá ainda sobre vãos e caixilharias, “incluindo a substituição integral das caixilharias e das portas de entrada, bem como sobre outros aspetos das zonas comuns, como a colocação de corrimão nas paredes das caixas de escadas, a aplicação de revestimentos e a criação de zona protegida nas entradas”.

Também a qualidade de vida interior de cada uma das 272 habitações será melhorada pela “instalação de ventiladores para renovação de ar em casas de banho, do ventilador coletivo para extração das cozinhas, de vidros duplos e de grelhas de ventilação permanente dos fogos nos vãos exteriores, entre outras”.

O sistema de drenagem de águas pluviais será também substituído, bem como as colunas montantes de abastecimento de água, infraestruturas elétricas e de telecomunicações e a pré-instalação da rede de gás canalizado.

O investimento municipal na reabilitação do Bairro do Cerco ronda os 13 milhões de euros.

Foto: Domus Social

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