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Porto recebe exposição inédita de Siza Vieira

Porto recebe exposição inédita de Siza Vieira

A Fundação Marques da Silva abre as portas ao público no próximo sábado, 17 de outubro, com a inauguração das exposições “Siza – Inédito e Desconhecido” e “Mais que arquitetura”, iniciando assim atividades regulares de divulgação da cultura arquitetónica e urbana. 

As exposições, adiadas aquando do confinamento obrigatório que ocorreu em março, marcam agora o arranque da abertura da instituição pela primeira vez à cidade. À mostra de desenhos inéditos em Portugal da coleção pessoal de Álvaro Siza, junta-se outra com a curadoria de Luís Urbano, que revela o heterogéneo universo de interesses dos arquitetos portugueses, sublinha a fundação, em comunicado enviado à VIVA!. 

“Siza – Inédito e Desconhecido” é apresentada na Casa-Atelier Marques da Silva depois de ter sido exibida na Tchoban Foundation, em Berlim, no ano passado, tendo patentes “esquissos de projeto, fantasias arquitetónicas e retratos, não apenas da autoria de Álvaro Siza, mas também da sua família, onde Maria Antónia Siza assume lugar de destaque”. 

Além disso, a mostra inclui também esculturas do arquiteto português, nunca antes exibidas, e a maqueta do novo Centro de Documentação da Fundação Marques da Silva. “Trata-se do novo e maior Centro de Documentação sobre Arquitetura do país, projetado por Siza Vieira, que vai acolher o espólio pessoal e profissional de 50 dos maiores arquitectos portugueses, dos quais se distinguem nomes como Fernando Távora, José Carlos Loureiro, Arménio Losa, Viana de Lima, Alcino Soutinho ou Hestnes Ferreira, bem como o próprio Marques da Silva”. 

Com esse objetivo, a organização indica que será assinado um protocolo entre a Faculdade de Arquitetura e a Fundação, que define a junção dos dois centros documentais e que ficam agora sob a responsabilidade da fundação. A construção do novo edifício, com um custo previsto de quatro milhões de euros, será concretizada através do lançamento de uma campanha de mecenato e de candidaturas a fundos europeus, passando a cidade do Porto a dispor de “mais um edifício icónico, desenhado por um arquiteto que é considerado uma referência mundial”.  

Já a exposição “Mais que arquitectura”, com a curadoria de Luis Urbano, mostra, a partir de objetos e documentos originais, que incluem algumas peças inéditas, que “a área de atuação dos arquitetos representados na Fundação Marques da Silva ultrapassa muitas vezes os limites estritos da arquitetura, explorando outros recursos como a fotografia, o cinema, a escrita, o ensino, os media, o colecionismo ou as viagens”. 

De acordo com a fundação, a partir desta exposição o público ficará a conhecer “desenhos da viagem de Fernando Távora aos Estados Unidos da América e ao Japão, nos anos 60, que influenciou o seu desenho de um arranha-céus para o centro de Aveiro – edifício que nunca chegou a ser construído e cuja maquete será aqui apresentada”.  

A mostra expõe ainda os desenhos da casa de Sergio Fernandez em Caminha, cuja aparência exterior se assemelha à de um abrigo rural, por oposição ao interior contemporâneo. “É uma de quatro casas assinadas por arquitetos fora dos centros urbanos que, recebendo a influência da arquitetura internacional, combinam o lado mais erudito da arquitetura com métodos de construção e tipologias locais”. 

As exposições poderão ser visitadas, respetivamente, até ao dia 19 de dezembro e 17 de abril de 2021. No dia da inauguração, a entrada será gratuita, entre as 14h00 e as 18h00. Posteriormente, terá um custo de três euros.   

Foto: Faculdade de Arquitectura. Porto, 1987 ©Álvaro Siza

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