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Porto eleito para liderar a neutralidade carbónica na Europa até 2030

Porto eleito para liderar a neutralidade carbónica na Europa até 2030

A Missão da Comissão Europeia destinada a fomentar a neutralidade carbónica de 100 cidades até 2030 escolheu, entre outras cidades, o Porto.

Esta forma a cidade irá ter acesso a oportunidades de financiamento através do programa Horizonte Europa e de outras fontes.  “A inclusão do Porto, neste restrito lote das 100 cidades líderes na ambição de descarbonização a nível europeu, é mais um reconhecimento internacional de que estamos a desempenhar bem a nossa missão, rumo a uma cidade cada vez mais sustentável”, afirma Filipe Araújo, vice-presidente da Câmara do Porto.

A comissão anunciou na passada quinta-feira as 100 cidades europeias que participarão na Cities Mission – “Cidades Inteligentes e com um Impacto neutro no Clima”, seno que todas provêm dos 27 Estados-Membros, com 12 cidades adicionais provenientes de países associados ou com potencial de associação ao Horizonte Europa, o programa de investigação e inovação da UE (2021-2027).

O Porto é uma das três cidades portuguesas eleitas para a Missão, a par de Lisboa e Guimarães, por ter em curso um conjunto de iniciativas e uma estrutura de governança capaz de garantir a neutralidade carbónica em 2030.

A Comissão Europeia irá disponibilizar 360 milhões de euros de financiamento do Horizonte Europa, abrangendo o período 2021-2023, com o objetivo de solidificar o caminho da inovação para a neutralidade climática até 2030. Além do apoio financeiro, as 100 cidades irão receber também apoio técnico e legal, fundamental para o sucesso da missão. As ações de pesquisa e inovação abordarão áreas diversas, como a mobilidade limpa, a eficiência energética ou planeamento urbano com recurso a soluções baseadas na natureza.

E referir que as zonas urbanas albergam 75% dos cidadãos da EU, e que estas consomem mais de 65% da energia, respondendo por mais de 70% das emissões de GEE-CO2. Desta forma, as cidades eleitas irão funcionar como ecossistemas de experimentação e inovação, apoiando todas as outras na transição para se tornarem neutras em relação ao clima até 2050.

 “A transição verde está a chegar a toda a Europa neste momento. Mas há sempre a necessidade de pioneiros, que estabelecem metas ainda mais ambiciosas. As 100 cidades selecionadas estão a mostrar-nos o caminho para um futuro mais saudável. Vamos apoiá-los nisso! Vamos começar o trabalho hoje”, diz Ursula von der Leyen, Presidente da Comissão Europeia.

Recorde-se que em dezembro de 2021, a cidade do Porto propôs, por livre vontade, uma proposta ambiciosa para a redução de emissões, dado o progresso que a cidade do Porto tem vindo a concretizar nos últimos anos. A proposta foi levada por Filipe Araújo e aceite no Executivo municipal.

Com efeito, muitas das metas definidas para a missão europeia já tinham sido alvo de um compromisso por parte do Município, que lançou esse desafio a toda a sociedade civil: instituições públicas, privadas, academia e mesmo o cidadão comum. “Este Pacto, enquanto compromisso global de múltiplas organizações da cidade, é determinante para o cumprimento dos objetivos a que o Município se propõe. Trata-se de um desígnio fundamental da nossa geração e um verdadeiro compromisso de honra para com os nossos filhos e netos”, continua o vereador.

Neste momento, o Pacto do Porto para o Clima já conta com mais de 120 subscritores, entre as mais variadas entidades e organizações. Saliente-se no setor industrial e empresarial, por exemplo, empresas como a Mota Engil, a EFACEC, a Porto Editora, a Altice Portugal, a NOS SGPS, a Natixis, CTT, a DGA Comércio e Indústria ou a Noocity. A Ascendi, a Metro do Porto, a STCP e a Flix Bus são algumas das entidades, na área dos transportes, que também aderiram. No setor dos resíduos e também das utilities, refira-se a LIPOR, a Agência de Energia do Porto, a Douro Gás, os CTT ou a Endesa.

“Esta Missão, que agora é atribuída ao Porto, é um apoio fundamental para fazer de todo este desígnio uma realidade em 2030. Estamos preparados para cumprir”, conclui Filipe Araújo.

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