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Poeta e tradutor portuense Vasco Graça Moura morreu este domingo

Poeta e tradutor portuense Vasco Graça Moura morreu este domingo

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A autarquia portuense decretou dois dias de luto municipal pela morte do dramaturgo e cronista.

O poeta, ensaísta, romancista, dramaturgo, cronista e tradutor de clássicos Vasco Graça Moura morreu este domingo, aos 72 anos, em Lisboa, vítima de doença prolongada. O funeral do portuense, nascido na Foz do Douro, está agendado para as 10h00 de amanhã, terça-feira.
O escritor, que se estreou no universo das letras em 1962, com “Modo mudando”, assinou, entre outras obras, “A furiosa paixão pelo tangível” (1987), “Testamento de VGM” (2001) e “Os nossos tristes assuntos” (2006). Da lista de galardões conquistados pelo autor portuense fazem parte o Prémio Pessoa e o Prémio Virgílio Ferreira, os prémios de Poesia do PEN Clube Português e da Associação Portuguesa de Escritores, que também lhe atribuiu o Grande Prémio de Romance e Novela. Vasco Graça Moura dirigiu o Serviço de Bibliotecas e Apoio à Leitura da Fundação Calouste Gulbenkian, a Fundação Casa de Mateus, a Comissão Nacional para as Comemorações dos Descobrimentos Portugueses e ainda a Fundação Centro Cultural de Belém.
Em reação à morte de uma das vozes mais críticas do acordo ortográfico, o social-democrata Paulo Rangel, afirmou, este domingo, em Valongo, que “o país perdeu um dos grandes nomes da sua cultura”. “Era, talvez, um dos homens mais cultos que conheci, um homem absolutamente genial no que diz respeito às letras e às artes em geral, com um conhecimento extraordinário da história e do património cultural do país, um homem que, do meu ponto de vista, atingiu o cume dos cumes culturais na tradução”, defendeu, em declarações à Lusa, à margem de uma conferência/debate sobre “Portugal na Europa”. A Câmara Municipal do Porto decretou dois dias de luto municipal pela morte do poeta, que se cumprem esta segunda e terça-feira.

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