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Partidos unidos em saudação ao FC Porto

Partidos unidos em saudação ao FC Porto

Numa sessão em que foram apresentadas e votadas 13 moções e outros documentos, os deputados municipais aprovaram votos de “louvor” e de “saudação” ao FC Porto, apresentados pelos social-democratas e pelos socialistas. A assembleia aprovou também votos de pesar pelas mortes de Miguel Portas, do antigo vereador e deputado Fernando Albuquerque, do CDS, e do presidente do clube amador Vigorosa, Ribeiro da Costa. Foram ainda aprovadas as contas do Município de 2011, neste caso com a abstenção do PS e os votos contra da CDU e do BE. O presidente da autarquia, Rui Rio, destacou a “taxa de execução da receita” que foi de 97 por cento, e a da despesa, que chegou aos 87,3 por cento.O autarca referiu que a receita cobrada “indica a seriedade com que o orçamento foi elaborado”.
Já no debate sobre a Fontinha, Rui Rio esteve ausente, o PS defendeu “o interesse público” e o CDS “a ordem e a falta dela”. A discussão começou com uma proposta de recomendação da CDU para que a Câmara tome “as medidas necessárias e estabeleça um diálogo com os promotores do Es.Col.A, com o obetivo de garantir a continuidade deste projeto e das suas atividades em prol da população onde se insere”. Seguiu-se uma intervenção da deputada socialista Carla Miranda, referindo que o projeto desenvolvido pelo coletivo Es.Col.A é “merecedor do apoio da maioria da população local” por trabalhar “com a comunidade”, salientando que foi, no entanto, “um erro” o facto de o Es.Col.A não se ter demarcado da “ameaça” que o grupo Anonymous havia feito a Rui Rio, através de um vídeo colocado no YouTube. O Bloco de Esquerda (BE) também lançou uma proposta que, em primeiro lugar, protesta contra a “utilização da Polícia Municipal fora do quadro das suas competências legais, ao serviço de posições, meramente ideológicas”. As duas propostas, contudo, acabaram chumbadas, sempre com os votos contra da coligação PSD-CDS/PP, à qual se juntou o PS para a rejeição da proposta dos bloquistas. A deputada Ada Pereira da Silva, do BE, usou da palavra no debate para questionar “qual o projeto camarário destinado à Escola da Fontinha” mas o centrista André Noronha contestou, defendendo que “a Fontinha é uma questão entre a ordem e a falta dela, e a vontade popular não é a vontade de alguns”. No mesmo sentido se pronunciou o social-democrata Paulo Rios ao afirmar que “aqui no Porto, ainda há regras”. Gustavo Pimenta, do PS, argumentou que “o interesse público das iniciativas estará sempre a montante das questões legais e burocráticas” concluindo que “não parece que a Câmara do Porto tenha tomado a melhor medida” inviabilizando o projeto que o Es.Col.A desenvolveu na Fontinha até ser despejado, a 19 de abril. Passava já da meia-noite quando a Assembleia terminou, restando poucas pessoas das dezenas mobilizadas pelo Es.Col.A, que horas antes estiveram concentradas junto à Câmara do Porto.
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