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Pais de jovem que morreu em quartel de Gaia responsabilizam o Estado

Pais de jovem que morreu em quartel de Gaia responsabilizam o Estado
“Na nossa perspetiva, criou-se um dia de Defesa Nacional sem sequer se ter o cuidado de perceber se havia condições para que os miúdos pudessem participar com a devida segurança. Logo, há que imputar a responsabilidade a quem o criou, que foi o Estado, através de Paulo Portas”, defendeu o pai de Ana Rita.

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Os pais de Ana Rita, jovem de 18 anos que morreu, há três anos, num quartel de Gaia, durante o Dia da Defesa Nacional, lamentam que o julgamento dos militares acusados ainda não tenha começado, responsabilizando o Estado pelo sucedido.

“A minha filha morreu há três anos e está tudo como se nada tivesse acontecido”, criticou Marco Lucas, pai da adolescente que, em maio de 2011, caiu de uma altura de cinco a sete metros quando fazia um exercício radical de slide no Regimento da Serra do Pilar, em Gaia, no âmbito das atividades do Dia da Defesa Nacional. A celebração da efeméride estava prevista numa lei aprovada em 1999, mas só em 2003 o então ministro da Defesa, Paulo Portas, decidiu avançar com a iniciativa, de caráter obrigatório. Em declarações à Lusa, o pai da jovem defendeu que o Dia da Defesa Nacional foi criado “sem sequer se ter o cuidado de perceber se havia condições para que os miúdos pudessem participar com a devida segurança”, razão pela qual considera que “há que imputar a responsabilidade a quem o criou, que foi o Estado, através de Paulo Portas”.
Três anos depois do acidente, os pais da jovem continuam à espera que o julgamento arranque, após ter sido suspenso pela falta de uma peritagem pedida por um dos militares acusados de homicídio por negligência grosseira. De referir que em outubro de 2012, o Ministério Público (MP) acusou quatro militares (um sargento, um primeiro cabo e dois soldados) envolvidos na montagem e vigilância do equipamento de slide pela morte da jovem.
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