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Orientação

Orientação

O trabalho do GD4C na promoção do referido desporto acentuou-se em 2005, na altura em que a entidade estabeleceu uma parceria com a câmara municipal, através da Porto Lazer, com a finalidade de organizar eventos de orientação na cidade. Desde então, a Invicta nunca mais se distanciou destes desafios desportivos, que exigem aos participantes boa forma física e significativas doses de perspicácia.

circuito6“A ideia era a de promovermos eventos nas zonas verdes da cidade. Tudo começou no Parque da Cidade do Porto, depois veio o Palácio de Cristal, Parque da Pasteleira, Parque de S. Roque e o complexo do Monte Aventino e o Parque do Covelo. Em 2011, quando realizámos novamente a prova no Parque da Cidade, pensámos que seria importante trazer a orientação para o centro histórico, o que foi bem aceite pelo município”, explicou à Viva o diretor de eventos do GD4C, Fernando Costa.

Este ano, o Troféu de Orientação do Porto integrou três provas – “Justlog Park Race”, no Palácio de Cristal, “Porto Urban Race” e “Porto Turístico” no centro histórico da cidade – realizadas nos meses de abril e maio. A prova de 2013, agendada para o dia 12 de maio, já está a ser preparada, tendo adquirido a designação de Porto City Race, na sequência de uma parceria realizada com o evento de Londres.

Orientação: “competição e lazer” em contacto com a natureza

Tal como esclareceu Fernando Costa, a orientação consiste em “encontrar e seguir o melhor itinerário, através de um terreno desconhecido, numa luta constante contra o tempo”. A boa leitura de um mapa, a avaliação das opções de itinerário, a utilização da circuito7bússola, a capacidade de concentração sob stress, a rapidez na tomada de decisão e o à-vontade na corrida em terreno acidentado são, por isso, algumas características fundamentais para a prática desportiva. “A competição concilia-se com o lazer, num espaço que proporciona um permanente contacto com a natureza”, referiu o diretor de eventos, sublinhando que “cada pessoa escolhe o seu ritmo em função dos desafios que determinou, encontrando-se consigo mesma e, simultaneamente, conhecendo novas pessoas”.

Em termos gerais, os participantes recebem um mapa no qual é visível um percurso, “constituído por uma partida, uma sequência de pontos de controlo e uma chegada”. Os referidos pontos de controlo são materializados no terreno por “balizas” (prismas de cores laranja e branca), que estão acompanhadas de um pequeno picotador. Cada praticante terá de picotar o seu cartão de controlo para comprovar a passagem pelo local. Segundo Fernando Costa, a partir do ano 2000, foi introduzido em Portugal um novo sistema de controlo através de um chip eletrónico.

circuito1De resto, a escolha do itinerário mais conveniente entre os pontos estabelecidos ficará a cargo do próprio desportista. “Cada ponto é uma meta e, simultaneamente, a partida para um novo desafio”, durante o qual “a velocidade de movimento tem que ser acompanhada pela velocidade de raciocínio” na leitura e interpretação da relação mapa/terreno”. Durante a competição, a bússola é o único instrumento de utilização permitida aos praticantes. Apesar de o terreno “tradicional” indicado para a prática da modalidade ter muitos pormenores de relevo, floresta limpa e pouca vegetação rasteira, a orientação pode ser praticada em qualquer lugar, desde que exista um mapa do respetivo local. Aliás, de acordo com Fernando Costa, “as provas em parques/jardins e mesmo em áreas urbanas das cidades são cada vez em maior número e com grande adesão”.

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“Correr a pensar e pensar a correr!”

A competição que o Porto vai acolher será pedestre, mas existem outros tipos de orientação: em BTT, em Ski e de Precisão, esta última vocacionada para pessoas com mobilidade reduzida. Contudo, as opções da modalidade não se esgotam aqui. “Para além destas disciplinas com quadros competitivos nacionais e internacionais, são também organizadas provas a cavalo, em canoa, etc.”, esclareceu. Em termos competitivos, o desporto é individual, mas existem provas de estafetas com equipas de três elementos. Para as pessoas que não são fãs de competições, é possível “fazer percursos em grupo e até em família”. Aliás, tal como mencionou Fernando Costa, é importante referir que, “em todos os eventos”, há a possibilidade de qualquer pessoa ter o acompanhamento de um monitor.

circuito4O contacto com a natureza e a adrenalina da aventura são, para o responsável, as grandes mais valias da modalidade. “Pode ser praticada em vários tipos de terreno, o que não a torna monótona”, sublinhou, acrescentando que o grande desafio é o de “correr a pensar e pensar a correr!”. Como a condição física é um elemento a ter em conta na orientação, os praticantes devem preparar-se para as provas, apostando na corrida em todos os tipos de terreno com a utilização de mapas, tal como nas competições.

Apesar de a modalidade estar a crescer em número de adeptos, o diretor de eventos do GD4C considera que, por vezes, a preguiça acaba por falar mais alto. “Como obriga a pensar e a decidir permanentemente, muita gente não consegue resultados porque dão trabalho e, infelizmente, a preguiça sobrepõe-se”, apontou, lamentando que, no nosso país, a cultura desportiva seja ainda muito reduzida. “A percentagem de praticantes federados em Portugal é muito baixa e isso também se reflete na nossa modalidade”, referiu, defendendo que a comunicação social deveria dedicar-se mais à divulgação dos desportos de teor pedagógico.

Os participantes do Porto City Race, cuja inscrição ficará à volta dos cinco euros, vão ter oportunidade de competir um dia antes no Justlog Park Race, no Monte da Srª da Assunção, em Santo Tirso. Segundo Fernando Costa, trata-se de uma prova diferente, realizada em floresta, e destinada a criar situações “mais aliciantes” que contribuam para atrair um maior número de atletas internacionais. “Só para a prova urbana era difícil virem de propósito, mas com a possibilidade de fazerem outro evento muito próximo do Porto torna-se mais atrativo”, explicou à Viva.

De resto, o Grupo Desportivo dos Quatro Caminhos já tem objetivos bem definidos para os próximos anos – manter o evento e tentar cartografar novas partes do Porto, de forma a levar a prova a toda a cidade.

Mariana Albuquerque
Fotos: GD4C

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