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Ordem dos Médicos preocupada com “condições indignas” do hospital de Gaia

Ordem dos Médicos preocupada com

O bastonário da Ordem dos Médicos (OE), Miguel Guimarães, vai enviar à tutela um relatório sobre as condições dos hospitais do país, que incluirá a “preocupação com as condições indignas” do Centro Hospitalar de Vila Nova de Gaia/Espinho (CHVNG/E).

“Continuamos a ter más condições de trabalho, condições que em alguns casos são indignas por exemplo na urgência. Há falta privacidade e de dignidade para dar às pessoas. Em alguns serviços não é possível colocar uma maca para deitar os pacientes”, revelou, esta segunda-feira, Miguel Guimarães, citado pelo Notícias ao Minuto, durante uma visita aquele hospital.

De recordar que o CHVNG/E está sem conselho de administração desde o dia 1 de abril, estando o diretor clínico, José Pedro Moreira da Silva, a liderar o hospital provisoriamente.

O bastonário da OM considera que “nada foi feito” desde a visita do Ministério da Saúde às instalações, há cerca de um ano. “Este é um hospital que não se pode dizer que o Ministério da Saúde não conhece”, afirmou, acrescentando que “esta situação é grave e que tem de tomar outro rumo”.

Miguel Guimarães destacou os “excelentes profissionais, a formação de excelência”, bem como “a existência de serviços de referência nacional e internacional” no CHVNG/E.

O bastonário da OE disse ainda que os responsáveis dos vários serviços também lhe transmitiram “a dificuldade em manter os blocos operatórios a funcionar por falta de pessoas e condições”.

O responsável ficou a saber, por exemplo, que em urologia há uma casa de banho para 36 doentes ou que ao local onde se fazem laringoscopias não chegam macas por causa das portas exíguas.

Nos serviços de oftalmologia e otorrino, os gabinetes são pequenos, antiquados e com pouca iluminação enquanto que no serviço de cirurgia plástica e neurocirurgia, sete camas estão fechadas por falta de assistentes operacionais e pessoal de enfermagem.

O CHVNG/E é centro de referência na oncologia adultos (cancro do reto), mas os responsáveis do serviço aproveitaram a visita do bastonário da OE para manifestar “preocupação” pela eventualidade de perder a acreditação “não por falta de organização ou qualidade, mas devido às más condições infraestruturais”, disseram.

De referir que, nas próximas semanas, Miguel Guimarães vai visitar vários hospitais. O bastonário da OE pretende depois enviar um relatório à ministra da Saúde, Marta Temido.

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