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Recheio 2024 Institucional

Orçamento da Câmara do Porto aprovado com críticas do PSD, CDU e BE

Rui Moreira defendeu que o orçamento para o próximo ano reflete opções e compromissos que foram legitimamente assumidos em anos transatos e que o atual executivo pretende “honrar”.

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O Orçamento da Câmara do Porto para 2014, que ascende aos 184,5 milhões de euros, foi aprovado esta terça-feira na Assembleia Municipal, com as críticas da CDU, PSD e BE. Para os sociais-democratas, a proposta contém “tiques de despesismo socialista”; a CDU e o BE, por sua vez, consideram haver “continuidade” face ao “passado recente”, sendo que o PS, pelo contrário, admite uma “correção de trajetória”.
De acordo com o atual presidente da autarquia, Rui Moreira, trata-se de um orçamento “que reflete opções e compromissos que foram legitimamente assumidos em anos transatos” e que este executivo pretende “honrar”. Entre as grandes apostas para o novo ano estão, segundo apontou, a coesão social, a economia e o emprego e a cultura e desenvolvimento. Para o social-democrata Luís Artur Pereira, a receita prevista pela autarquia está “empolada”, uma vez que – defendeu – os indicadores macroeconómicos apontam na direção contrária. Ainda assim, “o grande empolamento” reside, no seu entender, nos 26 milhões de euros que o executivo espera obter com a alienação de património. “Ninguém acredita que seja possível vender terrenos e prédios nesse valor”, sustentou. Por sua vez, Honório Novo, da CDU, lamentou que, com este orçamento, a requalificação do Mercado do Bolhão, o reaproveitamento do Matadouro Municipal e o projecto do Centro de Congressos no Palácio de Cristal “vão para o caixote do lixo”. Contudo, o socialista Gustavo Pimenta referiu que o documento revela “claramente traços de correção de trajetória”, recordando que o executivo planeia intervir na escarpa das Fontainhas, para a consolidar, e na zona oriental, o que “passa despercebido”. Além disso, acrescentou o facto de o Bolhão continuar a ser um “mercado de frescos conforme existe atualmente”, o que representa um “traço distintivo” face aos executivos de Rui Rio.

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PD- Revista Sabe bem