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“Olhares de Outono” – 11.º Festival Internacional de Artes Digitais

“Olhares de Outono” - 11.º Festival Internacional de Artes Digitais

Assim, este ano, o festival está subordinado ao tema “Arte Digital e Comunidades”. Tal como afirmou à Viva o coordenador do projecto, Luís Teixeira, “esta edição surge num contexto de crise social particularmente grave”. “Uma das soluções que tem sido proposta é o investimento na chamada ‘Indústria Criativa’. Muito mais do que a criação de novos produtos e serviços através de diferentes meios, as popularizadas indústrias criativas procuram novas formas de organização social, económica e empresarial”, acrescentou o professor.

olhares_2O valor económico da criatividade

Mas qual é a importância destas indústrias no festival Olhares de Outono? Trata-se de um tema que tem gerado múltiplas interpretações e a missão dos artistas é comprovar se o aproveitamento económico da criatividade surge, de facto, como uma solução viável.

“Economia Criativa é uma expressão de uso relativamente recente e cujo significado varia em diferentes contextos sociais”, esclareceu Luís Teixeira. Foi utilizada pela primeira vez para definir “uma nova forma de pensar e de agir, baseada no talento e nas capacidades do indivíduo, cuja produção valoriza a singularidade, o simbólico e o que é tangível: a nossa criatividade e o seu valor económico”, salientou.

Apresentar projectos e partilhar metodologias

Mais do que apostar na apresentação de obras, a intenção do festival é transmitir ideias e métodos utilizados ao longo dos processos criativos. Valorizar, portanto, o “saber fazer” em detrimento do que já está feito.

Heitor Alvelos, Jorge Xavier e Rui Costa são alguns dos convidados que vão mostrar como é possível ultrapassar a crise. Além das conferências, o Olhares de Outono faz-se de conversas informais, workshops e concertos, realizados no Passos Manuel. “As conferências apresentarão projectos de intervenção artística, enquanto que os workshops transmitirão metodologias baseadas em ferramentas de acesso livre de forma a fomentar o seu uso. Já os concertos pretendem assumir-se como eventos que combinam a música com o vídeo em tempo real”, adiantou Luís Teixeira à Viva.

Desta forma, pretende-se abordar a operação artística em contextos pouco estáveis. “O resultado do trabalho, desenvolvido localmente, tem permitido a reformulação de práticas de inclusão, reinserção e regeneração do espaço público”, destacou o coordenador do festival, defendendo que “a arte olhares_3tem contribuído, sem dúvida, para o desenvolvimento cultural das comunidades e para o desenvolvimento das capacidades da própria sociedade”. E como a cidade do Porto surge, aqui, como uma comunidade, o desafio é analisar de que forma é que os meios artísticos podem desenvolver esse espírito de grupo.

As potencialidades da arte digital

Nesta 11.ª edição do Olhares de Outono, assume especial destaque a arte no espaço público, no ciberespaço e como factor de desenvolvimento cultural. Tal como afirmou Luís Teixeira, “as artes digitais exploram as novas oportunidades que as tecnologias, também elas digitais – na sua forma escrita, visual, sonora, audiovisual e hipermédia – oferecem.”
Mais do que um festival, o Olhares pretende ser um encontro de pessoas que recusam sentar-se no sofá a observar a crise.

Mariana Albuquerque

 

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