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O que esperar do mercado de crédito em 2023

O que esperar do mercado de crédito em 2023

As perspectivas para a evolução da economia portuguesa, e mesmo mundial, não são de todo animadoras e, somente mediante a observação de diversos fatores macro-económicos do passado recente é que nos será possível descortinar quais as tendências que ano de 2023 poderá vir a evidenciar.

Perante a inflação e o aumento das taxas de juros, o mundo caminha para um abrandamento da atividade económica. Em Portugal, as projeções de crescimento para 2023 são ainda bastante modestas, por volta de 1,5% para o PIB e 5,8% para a inflação, de acordo com o Boletim Económico.

É importante frisar que ainda estamos em Janeiro e que o panorama da política económica poderá alterar-se, embora seja transversal às diferentes entidades que 2023 será um ano de moderação nas despesas familiares e de adiamento dos planos de investimento para empresas.

Consequências da Pandemia

Os efeitos económicos da pandemia, que começou em 2020, fazem-se sentir ainda hoje no mercado de crédito, mercado esse que está ainda a atravessar algumas mudanças devido à desaceleração económica global experienciada à época.

A somar-se ao aumento nos índices de desemprego veio uma diminuição dos salários da classe trabalhadora. Ambos os fatores afetaram a capacidade das pessoas honrarem os seus empréstimos.

Como resultado, muitos bancos e instituições financeiras ofereceram programas de carência e outras medidas de alívio para ajudar as pessoas a lidar com dificuldades financeiras causadas pela pandemia. Em acréscimo, os bancos centrais mantiveram as taxas de juros baixas para tentar estancar a “hemorragia” e uma total paralisação económica.

Ora, resumida a atividade laboral e a livre circulação de pessoas e bens, as diversas entidades que regulam e trabalham com crédito vêem-se forçadas, de forma mais ou menos célere, a exigir o saldo de dívidas e a repensar os seus termos de empréstimo(uma vez que acumularam bastantes carências no período pandémico).

Outros fatores, mais recentes, como a crise no fornecimento energético na Europa, são também responsáveis por um aumento dos custos de vida básicos, sendo a energia a força motriz em torno do qual gira uma grande parte da economia.

De forma quase poética, podemos afirmar que de 2020 em diante se formou a tempestade perfeita para que o mercado de crédito se apresente como desafiador para aqueles que buscam empréstimos, mas existem ainda ferramentas à disposição para ajudar as pessoas a lidar com estas dificuldades.

Um “Novo” Começo

O mercado de crédito tem uma natureza volátil mas não, de todo, imprevisível. De acordo com o BCE será necessário continuar a aumentar as taxas de juro para empréstimos, com vista a garantir um retorno atempado da inflação a médio prazo de 2%(2025).

Depois do pico da inflação acima de 10% atingido em outubro do ano passado, as perspetivas são de algum alívio em 2023. E, embora não haja um consenso sobre o nível que os juros poderão atingir este ano, é praticamente unânime que continuarão a subir pelo menos durante o primeiro trimestre de 2023.

Caso não sejamos capazes de fixar a inflação a 6,3%(ou abaixo) em 2023, dificilmente estaremos perante um cenário de abrandamento das taxas de juro e, consequentemente, do tão desejado crescimento económico.

Mas não merece a pena desanimar, todo o sistema financeiro é suportado por um delicado equilíbrio; muitos analistas prevêem que os aumentos irão parar no primeiro semestre deste ano. Afirmam que o banco central estará a sobrestimar os riscos da inflação e a subestimar as perspectivas de recessão na Europa.

Por outras palavras, caso o crescimento económico abrande em demasia, o BCE ver-se-á obrigado a baixar as taxas de juro por forma a estimular um retorno à normalidade, dando assim início a um novo ciclo de crescimento e prosperidade económica.

Opções de Crédito

Uma das soluções de poupança mensal pela qual cada vez mais portugueses estão a optar é a consolidação de créditos. Ao consolidar créditos, os clientes conseguem obter melhores condições de financiamento, pois juntam diferentes créditos em apenas uma prestação, afetando-os a um novo prazo de pagamento.

Juntar créditos é uma solução viável para todos os clientes que possuam mais do que um crédito, podendo mesmo juntar crédito à habitação com créditos ao consumo.

Outra opção de poupança poderá passar pela renegociação do crédito junto da entidade bancária. É importante, no entanto, ter em conta que a renegociação de créditos fica no histórico do Banco de Portugal, podendo criar dificuldades na próxima vez que procurar um novo financiamento.

Seja qual for a opção escolhida, garanta sempre que é a mais vantajosa para si e para o seu orçamento mensal.

João Pereira
CEO da Gestlifes

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