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Novo maestro titular da Casa da Música quer “abrir” a Orquestra Sinfónica do Porto “a todos”

Novo maestro titular da Casa da Música quer “abrir” a Orquestra Sinfónica do Porto “a todos”
Baldur Brönnimann, o novo maestro titular da Orquestra Sinfónica do Porto Casa da Música, disse à agência Lusa querer “abrir” aquele conjunto “a todos” e mostrou-se ansioso por conhecer artistas nacionais.

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O maestro titular da Orquestra Sinfónica do Porto Casa da Música, Baldur Brönnimann, que a partir de janeiro vai assumir o cargo em parceria com o austríaco Leopold Hager [como maestro convidado principal], elogiou não só a orquestra como a própria instituição do Porto.
“Quando procuravam um maestro acho que procuravam alguém que levasse a orquestra ao próximo passo. Gosto muito da orquestra, gosto dos intérpretes, adoro a estética, gosto do que tentaram fazer aqui. (…) Vais a alguns sítios onde tudo é feito, mas não tens a mesma energia. E aqui vês algo a avançar. Por isso estou muito entusiasmado”, afirmou,
O trabalho conjunto com Hager terá por objetivo a apresentação de peças ditas mais “tradicionais”, o que é, segundo o maestro suíço, “boa ideia”: “Trago as minhas ideias, o meu repertório e a minha maneira de tocar, mas estou aqui talvez oito ou 10 semanas por ano. A orquestra, de muitas formas, é bastante jovem. Acho que é uma boa combinação e estou satisfeito que ele esteja cá porque nos complementamos”.
“Posso dizer uma coisa: não sou muito conservador. E não está relacionado apenas com a música contemporânea, é com qualquer tipo de música. Sei que a música clássica tem uma imagem conservadora, não sei bem porquê. Para mim, quando era jovem, não estava bem interessado em música contemporânea, só achava estranho não tocar música do meu tempo. Estou vivo agora, não há 150 anos. Quero que esta música diga algo a esta realidade”, disse Brönnimann.
Sobre a imagem “conservadora” que a música clássica possui, Brönnimann realçou que poderá haver “pessoas que talvez vão a Serralves, mas não viriam [à Casa da Música] porque é clássica e isto quer dizer ‘é chato, formal’”.
“O som de uma orquestra é algo muito entusiasmante. Haverá muita gente que gosta, mas não vem porque não o conhece tão bem. Então estou muito interessado em abrir isto. Porque é uma orquestra que está lá para todos: financiamento público, os bilhetes são baratos, o que é bom, está lá para todos e quero muito abrir isto”, acrescentou.
O concerto de estreia enquanto maestro titular da orquestra está agendado para o dia 16 de janeiro, com Pedro Burmester ao piano, intérprete que Brönnimann ainda não conhece, mas que o leva a afirmar estar “muito ansioso por conhecer artistas portugueses”.

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