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Noites Ritual 2012

Noites Ritual 2012

Aliás, o antigo Mercado Ferreira Borges abriu as portas ao festival logo na segunda-feira, dia 27 de agosto, e é no mesmo espaço que o evento vai encerrar, no domingo, 1 de setembro. Entretanto, a poucas horas do clímax da iniciativa, a programação das Noites Ritual garante “concertos irrepreensíveis”, acontecimentos “inesperados” num palco de marionetas e muita diversão à mistura.

NR_4“Em ano de aniversário, essa é mesmo a grande novidade: em vez de nos confinarmos a um só local, decidimos abrir-nos um pouco mais à cidade”, explicou à Viva Carlos Vieira, da Xinfrim, produtora executiva do evento, mencionando tratar-se de uma “política cultural que tem vindo a ser desenvolvida pela Câmara Municipal e Porto Lazer”. Assim, apesar de o Palácio de Cristal continuar a ser “a casa” das Noites Ritual – que chegam aos seus jardins esta sexta e sábado – os seis dias de evento somam 24 iniciativas, desempenho que o produtor considera “assinalável”.

“Ao fim de 20 anos ainda é um festival bonito”

De acordo com Carlos Vieira, a “quantidade” nunca foi uma prioridade das Noites Ritual, que já conquistaram o carinho dos portuenses. “É um evento que pertence a toda a gente, às bandas, aos técnicos de som, ao público”, descreveu, defendendo que, ao fim de 20 anos, ainda existe um festival bonito”. “E o que é bonito é sempre bonito”, garantiu. O responsável recordou ainda que a iniciativa, inaugurada em 1992, nunca foi exclusivamente de âmbito musical, abrangendo outras ações artísticas, como exposições e workshops. “Muitas pessoas, depois do festival, afirmam, nas redes sociais, que têm pena de ter perdido determinadas atividades. Temos, por exemplo, até ao dia 2 de setembro, uma exposição de fotografia no Hard Club [intitulada ‘Espelho meu – História do Rock Português em 38 pinturas’] que vale a pena ver”, assegurou.

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NR_2Em relação à oferta musical, as Noites Ritual funcionam como um misto de “novos valores” e atuações de bandas já conhecidas do grande público. “Na sexta e no sábado vamos ter concertos irrepreensíveis”, notou o produtor executivo do evento. Depois da apresentação do projeto de percussão “Ecosons”, o Palácio de Cristal recebe, esta noite, às 22 horas, os Dead Combo – que foram apresentados ao público em 2009 pelas Noites Ritual – acompanhados pela Royal Orquestra das Caveiras. Pouco depois da meia-noite, os Wraygunn vão expor o novo álbum L’Art Brute”, pela voz de Paulo Furtado. Os bilhetes para as duas noites custam cinco euros.

Para sábado estão agendados mais dois importantes concertos: de PAUS, às 22 horas, e de A Naifa, à meia-noite. “É um sonho poder ter a atuação de ‘A Naifa’ nas Noites Ritual”, confessou Carlos Vieira, explicando tratar-se de uma “sentida homenagem” a João Aguardela, cantor, músico e compositor português que integrou o grupo e faleceu há três anos.
De resto, o produtor executivo da iniciativa garante que, durante o fim de semana, o público pode aguardar “muitas surpresas”. E por falar em acontecimentos inesperados, entre os referidos concertos, o palco do Palácio de Cristal vai receber um conjunto de personagens especiais, que dão forma ao “Cabaret Ritual do Meio Morto”.

 

NR_3Rir, fazer rir, “chocar e honrar” as Noites Ritual

Na performance, que será apresentada às 23h20 desta sexta-feira e sábado, as marionetas vão ocupar um lugar de destaque. “Um apresentador excêntrico, um marionetista desenfreado, uma avó a 2000 volts” e um “cozinheiro muito peculiar” desfilam numa iniciativa coproduzida pelas companhias Marionetas da Feira e Marimbondo. “Adicionámos uma pitada de magia cómica, números musicais e circenses e o resultado será por certo insólito, irreverente e provocador”, descreveu Rui Sousa, diretor da primeira companhia referida, em declarações à Viva. Apesar de já terem sido responsáveis pela vertente teatral de edições anteriores das Noites Rituais, os dois grupos trabalharam agora juntos pela primeira vez, para assinalar as duas décadas de festival.

O espetáculo representa “uma mescla dos trabalhos das duas companhias”, funcionando como uma espécie de ‘best of’ em desfile. O tempo de preparação não foi muito, “mas foi o suficiente”. “O que difere de uma resenha para um espetáculo novo é o pormenor da fusão dos números em cena que cria novas situações e isso sim levou-nos cerca de 3 meses”, salientou o marionetista. Segundo Rui Sousa, uma das mais valias do espetáculo reside no facto de ser destinado a toda a família, “não deixando nenhuma faixa etária de parte”. A componente humorística é outro dos aspetos destacados pelo diretor, que aconselha o público “a esperar o inesperado”. “Preparem-se para algo completamente diferente”, avisou, assegurando que a performance promete fazer rir, divertir, “chocar no bom sentido” e honrar o 20.º aniversário das Noites Ritual.

Mariana Albuquerque
Fotos: Noites Ritual/Cabaret Ritual do Meio Morto

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