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No Carnaval ninguém leva a mal

No Carnaval ninguém leva a mal

A folia carnavalesca tem estado suspensa há praticamente dois anos, devido à situação pandémica, o que deixa os aficionados por esta tradição, que habitualmente passam meses a preparar o tema e trajes do desfile, bastante insatisfeitos. O Carnaval faz parte da cultura popular portuguesa e, ainda que seja vivido em pleno inverno, nem por isso os foliões deixam de aquecer o ambiente com a sua boa disposição…

Portugal é, maioritariamente, conhecido pelo seu Carnaval de Ovar, Loulé e Torres Vedras… Mas, a festa, que, este ano, de acordo com o calendário, se assinala a 1 de março, faz-se um pouco por todas as regiões, incluindo nos locais mais recônditos. Por isso, já não é preciso ir ao Rio de Janeiro, no Brasil, para viver a verdadeira folia da data.

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A história desta tradição remonta a tempos bem antigos, em que os povos gregos, romanos e hebreus faziam festas extravagantes, que, inclusive, em alguns casos, chegavam mesmo a satirizar os seus hábitos culturais. Contudo, como salienta O Sapo, os historiadores acreditam que o Carnaval está associado “ao início do período da Quaresma Cristã, a festa que antecedia o período de jejum antes da Páscoa, e cuja data é ainda hoje marcada 47 dias antes do domingo de Páscoa”.

A origem da palavra também não é, efetivamente, conhecida, representando para uns a “terça-feira gorda”, ou seja, o “dia em que começava a proibição de ingestão de carne pela Igreja, como preparação para a Páscoa” e outros a interpretá-la com origens no latim: através de “carnelevamen” ou “canis levemen” obtém-se a explicação para a palavra Carnaval, como o “prazer da carne”, ou “carne, vale” [“adeus, carne”], aluindo, assim, ao período antes das abstinências e prescrições que marcam a Quaresma.

Em Portugal, o Carnaval começou por ser festejado sob a designação de “Entrudo”, derivado do latim “introitus”, que significa “entrada”. Este viveu-se durante o século XIII, tendo, no século seguinte, o país adotado o vocábulo “Carnaval”, de forma a “evocar as festas romanas, recuperadas pelo Cristianismo”. “Começavam no dia de Reis e terminavam na quarta-feira de cinzas, véspera da Quaresma”, recorda a National Geographic, num artigo publicado em fevereiro do ano passado.

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No calendário cerimonial anual, o Carnaval é, efetivamente, um dos mais importantes “ciclos” festivos, sendo celebrado na “terça-feira gorda”. Os rituais de celebração variam um pouco por todo o país, mas, de uma forma geral, todos o vivem de acordo com o mesmo conceito: a interpretação de uma personagem totalmente diferente do dia a dia, seja por pura diversão ou por sátira, no sentido de alertar para determinados comportamentos errados.

Comumente, o Carnaval em Portugal caracteriza-se por excentricidade, não só no que respeita aos trajes utilizados, mas também à gastronomia. Nesse dia, não costuma haver “dietas” e as mesas são fartas, com um banquete à medida, que vai desde o tradicional cabrito e/ou anho assado com arroz de forno, ao polvo à lagareiro, ao bacalhau com natas, entre muitos outros.

Nas ruas, o Carnaval usa e abusa dos desfiles e fantasias, e nem as temperaturas baixas, características do inverno, impedem os foliões de se divertirem e fazerem a festa.

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