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MEXE vai juntar mais de 400 artistas de seis países

MEXE vai juntar mais de 400 artistas de seis países

A quinta edição do MEXE – Encontro Internacional de Arte e Comunidade, que decorre no Porto de 16 a 22 de setembro, vai envolver mais de 400 participantes, oriundos de seis países, em 70 propostas artísticas que abordam “o comum”, tema deste ano do evento. Durante esse período, o encontro vai ocupar 22 salas e espaços públicos da cidade com conferências, espetáculos, paradas, oficinas e criações originais.

O objetivo, segundo revela a organização, é despertar o debate em torno da construção de espaços criação, participação e cidadania em tempos de instabilidade política e social.

“Pensamento, Apresentação, Formação e Documentação” são os quatro eixos da programação.

No Teatro Carlos Alberto, estreias nacionais de “Isto é um Negro?”, da companhia brasileira “EQuem Égosta?”, uma proposta sobre o que é ser negro e negra no Brasil, que tenta construir estratégias de questionamento sobre a perpetuação do racismo estrutural. Outra proposta, também brasileira, é “Quando Quebra Queima”, um espetáculo construído por estudantes que viveram o processo de ocupações e manifestações do “movimento secundarista”. “Quinze corpos insurgentes deslocam para a cena a experiência que tiveram dentro das escolas ocupadas entre 2015/2016, criando uma narrativa coletiva a partir da perspectiva de quem viveu intensamente o dia a dia dentro do movimento”, explica o comunicado enviado À VIVA!.

Do Uganda chega uma proposta original de António “Bukhar” Ssebuuma e Faizal Mostrixx Ddamba, “Empty the Space”, que transforma o movimento num diálogo sobre o espaço nos tempos modernos, num jogo constante entre a dança contemporânea e os ritmos mais tradicionais de África. Os artistas orientarão ainda uma oficina dedicada a explorar o diálogo entre as danças tradicionais e urbanas. A programação proveniente no hemisfério sul encerra com Children of The New World, uma performance solo de dança sobre abuso infantil coreografada e interpretada pelo bailarino tanzanês Samwel Japhet.

O programa de espetáculos do MEXE integra, ainda, “Synectikos”, a mais recente criação do espanhol Coletivo Lisarco, dedicado à dança, que trabalha, entre outros, com bailarinos com Síndrome de Down. Já a Orquestra Basket Beat levará ao palco os temas mais clássicos da companhia num encontro entre instrumentos musicais e bolas de basquete e Duck March, um assalto à cidade na forma de uma marcha de mulheres grávidas.

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Nesta edição, destaque, também, para as propostas nacionais de Tânia Dinis em colaboração com moradores e ex moradores das Fontaínhas, Flávio Rodrigues num trabalho coral com a participação de alunos do Seminário Maior do Porto, o Coletivo Suspeito com intervenções nas estações de Metro da Trindade e de Comboios de Campanhã, e aos quais se acrescenta o Atelier Ser com uma proposta participativa a ter lugar na Feira do Cerco e Praça dos Poveiros.

A grande novidade desta edição é o Mexe Praça, um ponto de encontro e discussão aberta que servirá como espaço de contacto com a cidade e o público do encontro, que vai estar localizado no Jardim de São Lázaro. Por esse palco passarão, também, os concertos do Coro da Fundação Manuel António da Mota, dos OUPA CERCO, de Fado Bicha e do Projeto TumTumTum e realizar-se-á a conversa com o filósofo Vladimir Safatle, centrada “numa reflexão em torno dos limites das dicotomias entre humanidade e animalidade, humanidade e inumanidade”.

A pré-programação do Mexe arranca de 13 a 15 de setembro, naquele que será um fim de semana dedicado ao cinema documental. No total, serão sete documentários, na sua maioria em estreia nacional, que vão revelar processos e práticas artísticas que se cruzam com educação e cidadania.
Recorde-se que esta edição mantém o acesso gratuito a praticamente toda a programação e interpretação em Língua Gestual Portuguesa.

A programação completa do evento pode ser consultada na sua página oficial.

Foto: João Bento

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