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Mercado do Bolhão está prestes a reabrir

Mercado do Bolhão está prestes a reabrir

Encerradas desde abril de 2018, as portas do Mercado do Bolhão, um dos mais emblemáticos espaços da cidade do Porto, deverão reabrir ao público no segundo semestre deste ano, mais de três anos depois de iniciado um “exigente projeto de restauro”, aguardado há quase quatro décadas pelos portuenses.

Foto de arquivo

O novo capítulo da história do Mercado do Bolhão começou a escrever-se, verdadeiramente, no momento em que os comerciantes começaram a arrumar as suas bancas e a mudarem-se de “armas e bagagens” para o rés-do-chão do centro comercial La Vie, na Rua de Fernandes Tomás, situado a menos de 200 metros do edifício histórico do Bolhão.

Dias depois, a 15 de maio de 2018, foi consignada, oficialmente, a obra de restauro do espaço, permitindo, assim, à Câmara Municipal do Porto dar o passo que faltava para o arranque das obras, que, recorde-se, pretendem devolver à cidade um edifício “renovado e adaptado às novas necessidades de conforto e tecnologia, sem que se tenha perdido a sua essência e carisma”.

Volvidos 38 meses, a requalificação, assinada por Nuno Valentim, um dos mais premiados arquitetos de reabilitação do país, encontra-se na reta final, prosseguindo “com todos os ponteiros acertados para a sua reabertura na segunda metade do ano”.

De acordo com as informações mais recentes, avançadas pela autarquia liderada por Rui Moreira, entre os vários trabalhos finalizados, destaca-se a obra do túnel, com entrada pela Rua do Ateneu Comercial do Porto, que já se encontra concluída. “Um caminho a percorrer ao longo de 120 metros de percurso, sustentados por 750 toneladas de aço e 3.500 m3 de betão, que se desenvolve a 10 metros à cota inferior dos arruamentos da Formosa e de Alexandre Braga”. Adicionalmente, também as fachadas já estão restauradas e a cobertura remodelada.

Foto de arquivo

Uma das “grandes novidades da obra de restauro e modernização” do Bolhão é a construção de uma cave, em terreno outrora pantanoso, que vai ocupar “o miolo do edifício com câmaras frigoríficas, armazéns, produção de gelo, e com espaço destinado às cargas e descargas”. Além disso, contemplará também uma zona de balneários e outra de separação e tratamento dos resíduos, detalhou a Câmara Municipal.

Depois de algumas vicissitudes nos trabalhos na cave, nomeadamente no que respeita ao método construtivo, Cátia Meirinhos, administradora executiva da empresa municipal GO Porto, gestora da empreitada, adiantou que a solução passou por fazer a contenção através de centenas de estacas ao longo de todo o perímetro do terrado, permitindo, assim, concretizar a escavação a dois metros de altura, e avançar com a construção da laje à superfície.

No que respeita ao passadiço central, com ligação direta entre as ruas de Sá da Bandeira e de Alexandre Braga, também já foi colocado. “As lajes da galeria superior, somente as que foram demolidas por não terem condições para serem preservadas, estão a ser reconstruídas integralmente seguindo o desenho original”, enquanto decorriam, aquando destas declarações, trabalhos de carpintaria por todo o mercado, nomeadamente no revestimento com azulejos e nas lojas exteriores.

Ainda de acordo com a Câmara Municipal, toda a cobertura do Mercado do Bolhão, com uma área total superior a 5.500 m2, foi remodelada e o reboco original da fachada foi “cuidadosamente recuperado”. “Está à vista, até mesmo nos portões, a pintura original do mercado, que se tinha perdido entre sobreposições de cor ao longo de décadas”, apontou.

À vista de todos continua também a tela gigante, que envolve o quarteirão do edifício, e onde estão visíveis os rostos e nomes familiares da marca Bolhão, numa homenagem da cidade a todos os comerciantes e que mostra que “que o regresso à casa-mãe está mais próximo”.

Em 100 anos, o Mercado do bolhão nunca tinha recebido uma intervenção de fundo. O novo capítulo da história do edifício está prestes a desvendar-se e promete surpreender a cidade, devolvendo-lhe um dos seus mais importantes valores patrimoniais.

A obra de restauro, orçada em cerca de 22,3 milhões de euros, está a ser realizada pela ACE – Lúcios & ACA, vencedora do concurso público internacional lançado pela autarquia.

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