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Matosinhos investe 19,7 ME na requalificação do rio Leça

Matosinhos investe 19,7 ME na requalificação do rio Leça

A primeira fase da empreitada de construção do Corredor Verde do Leça está orçada em 7,2 milhões de euros e corresponde ao troço entre Ponte de Moreira e Ponte da Pedra, com ligação a Picoutos, numa extensão de cerca de 6,9 quilómetros. A intervenção, dividida por três fases, será realizada ao longo dos 18 quilómetros, entre o Parque das Varas, em Leça do Balio, até à foz do rio Leça, no Porto de Leixões.

Esta é a primeira de três intervenções previstas, “sendo apenas o primeiro passo para a completa despoluição do curso fluvial e para a valorização paisagística das margens do rio, transformando-as numa área de lazer e devolvendo-as à fruição da população”, refere a Câmara da Matosinhos.

No total, serão intervencionados 18 kms, num investimento de 19,7 milhões de euros, segundo avança o jornal Público. O projeto é cofinanciado pelo FEDER, através do programa comunitário Portugal2020 / Norte 2020.

Desta primeira intervenção nascerão quatro novas pontes pedonais e sete passadiços entre Ponte de Moreira e Ponte da Pedra. A área verde passará dos atuais 17 hectares para 30 hectares. Paralelamente ao rio serão plantadas 820 árvores autóctones – sobreiros, amieiros e carvalhos. Haverá ainda um grande investimento na iluminação do corredor, que terá acessos a partir da rede viária.

Segundo explica o jornal Público, as “zonas de estadia” junto ao rio e ciclovias serão construídas em betão permeável e pedra de granito, para evitar as cheias que por vezes ocorrem nalgumas zonas do percurso.

Entre muitos outros objetivos, esta fase da obra vai permitir melhorar a visibilidade do rio Leça e dos seus focos de poluição, promovendo um maior contacto com a natureza e novas oportunidades de mobilidade ao longo do rio.

A intervenção foi apresentada por Laura Roldão, arquiteta e uma das responsáveis pelo projeto, que salientou a importância desta obra para a Área Metropolitana do Porto que vai permitir obter espaço público qualificado e que vai poder ser utilizado por todos. Serão mais de 500 mil as pessoas abrangidas. De recordar que a bacia do rio é dividida por mais três concelhos vizinhos – Maia, Valongo e Santo Tirso.

A arquiteta fez ainda referência ao facto desta ser uma “requalificação que estimula a relação com os transportes públicos (metro e linhas de autocarro), e que pretende tornar o Leça um eixo de utilização, mas também um eixo de mobilidade (que promove o uso da bicicleta, da trotinete, entre outros)”, refere a Câmara de Matosinhos.

Já Pedro Teiga, doutorado em Engenharia do Ambiente e outro dos responsáveis pelo projeto, salientou que a valorização do corredor ecológico nas margens do Rio Leça será implementada com a estabilização de pontos de erosão, os cortes de limpeza, a contenção de espécies exóticas e invasoras e a plantação de árvores autóctones.

O prazo de execução para este primeiro lanço é o mês de fevereiro de 2021, avança o jornal Público. A obra deverá ser adjudicada em agosto, para estar concluída num prazo de 18 meses. Para as fases seguintes, deverão ser abertos novos concursos públicos no decorrer deste primeira intervenção.

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