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Matosinhos conta a história da cidade no Museu da Memória

Matosinhos conta a história da cidade no Museu da Memória

É no “edifício histórico” do Palacete Visconde de Trevões que o município de Matosinhos partilha, agora, parte da sua história com os seus munícipes e com todos aqueles que queiram conhecer mais sobre o passado e o presente desta cidade piscatória.

O Museu da Memória de Matosinhos inaugurou no final do passado mês de agosto e desde então que tem atraído inúmeros curiosos, tornando-se um dos locais de referência do concelho. Chegam de todas as partes do país para ver de perto aquele que é “o ponto de encontro entre o passado e o presente de Matosinhos, desde os primórdios até à atualidade”, como adiantou a Câmara Municipal, na altura da inauguração oficial.

Vestígios arqueológicos, realidade virtual, quadros interativos, projeções e vídeos são algumas das propostas de que os visitantes podem usufruir… Mas, além disso, têm ainda a oportunidade de encontrar a designada “chave da memória”, que abre um pequeno cofre que se encontra por baixo do Obelisco da Memória e que deixa de estar limitada à guarda da presidente da Câmara Municipal de Matosinhos para ser partilhada por toda a comunidade. Em causa, segundo explicou Joel Cleto, em entrevista ao Porto Canal, está a chave que “abre a memória do Palacete” do Visconde de Trevões.

O cognome de Emídio José Ló Ferreira foi-lhe atribuído em homenagem à sua terra natal, Trevões, uma pequena aldeia do Douro. Chegara ao concelho de Matosinhos, ainda muito novo, por motivos profissionais. “Veio trabalhar para o Porto de Leixões, no final do século XIX, como pedreiro. Depois, emigrou para o Brasil, onde fez uma enorme fortuna como construtor, estando também ligado aos negócios da borracha. Regressou a Matosinhos, já nos inícios do século XX, e evidenciou-se, utilizando a sua fortuna para muitas obras de benemerência no concelho. O Teatro Constantino-Nery, por exemplo, foi oferecido por ele. E depois o rei D. Manuel deu-lhe o título de Visconde de Trevões”, recordou o historiador.

Com o principal objetivo de valorizar a memória histórica e patrimonial do território de Matosinhos, o Museu da Memória funciona como um “work in progresso” e um ciclo em contínuo, passível de atualização permanente, que convida à “participação da comunidade”, sublinha a autarquia.

Além de um espaço para exposições temporárias e várias salas com a exposição permanente, o equipamento conta também com uma “conceção marcadamente interativa, com recurso às novas tecnologias”.

E uma vez que este é um Museu “em construção”, Matosinhos desafia população a imprimir, no local, as suas memórias. “Há um miniestúdio onde os visitantes podem gravar os seus depoimentos, as suas memórias, que serão, posteriormente, partilhadas com outros futuros visitantes”, indicou Joel Cleto.

O espaço envolveu um investimento municipal na ordem dos 400 mil euros.

O Palacete Visconde de Trevões, agora Museu da Memória de Matosinhos, é um edifício histórico de inícios do século XX, que foi mandado construir, recorde-se, em 1909 por Emídio Ló Ferreira. Já foi casa privada, primeira escola industrial, espaço de catequese, biblioteca, polícia municipal, até que em 1955 a autarquia adquiriu o espaço. “Não há praticamente ninguém em Matosinhos que não tenha uma memória ligada a esta casa”, rematou o historiador.

O Museu da Memória de Matosinhos pode ser visitado de terça-feira a domingo no período da manhã, entre as 10h00 e as 13h00, e no período da tarde, entre as 15h00 e as 18h00. A entrada é gratuita.

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