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Marketing de Destinos – Como promover um regresso ao PORTO pós confinamento?

Marketing de Destinos – Como promover um regresso ao PORTO pós confinamento?

Atravessamos talvez uma das fases mais difíceis e inimagináveis dos últimos 100 anos: como pessoas, como profissionais de múltiplas áreas, como especialistas de marketing e, claro – como consumidores que somos! Prolifera a incerteza, os medos, estamos exaustos de ter de ficar em casa e acusamos o acumular de um cansaço psicológico que nos arrasa a motivação, as forças e a energia.

Contudo, sonhamos com o dia em que poderemos voltar a sair, voltar a conviver e muitos são os destinos de eleição dos turistas nacionais e internacionais. O Porto será certamente um deles! Enquanto destino, o Porto cativa pela sua diversidade de oferta desde os monumentos mais icónicos (Igreja de São Francisco, Sé do Porto, Torre dos Clérigos, Palácio da Bolsa, a Muralha Fernandina, entre tantos outros), aos museus (do Vinho do Porto, Museu do Carro Elétrico, o Museu das Marionetas, Casa Museu Guerra Junqueiro, Museu Nacional Soares dos Reis) e aos românticos sunsets à beira rio ou beira mar. Ponto obrigatório para as melhores compras, há sítios aos quais os turistas vão querer voltar: a imperdível Rua de Santa Catarina, os Aliados, a Rua das Flores. A promoção de city breaks vai ser um dos grandes desafios num futuro (espera-se que breve) para os profissionais de marketing, municípios e agências de turismo. A promoção turística em destinos citadinos terá de ser capaz de vencer o pânico dos aglomerados, os riscos dos meios de transporte e as hesitações em termos de segurança nos múltiplos hostels, alojamentos locais e hotéis. Num braço de ferro entre estes obstáculos à retoma turística e o desejo de viajar, de viver novamente, de conviver e de usufruir da melhor maneira do tempo de vida que nos resta abre portas a uma dicotomia altamente desafiante para quem trabalha o marketing de destinos deste tipo.

É de esperar que, no caso do Porto, vença a vontade de ir, de beber um Porto, de enveredar numa viagem no tempo pelo interior da Livraria Lello ou embrenhar-se no característico modo de via dos tripeiros nas Fontaínhas ou nas míticas ruelas da Sé até à Ribeira, pelas escadas do Codeçal, dos Guindais ou do Barredo. Comer umas tripas, umas iscas da Ribeira ou uma francesinha (nas icónicas esplanadas da Ribeira) ouvir o fado (porque não em espaços abertos à beira rio, nos jardins do pavilhão Rosa Mota, naquele abraço de verde da Avenida das Tílias)… Afinal, o Porto é uma cidade rica em espaços ao ar livre, praia, jardins, ruas pedonais amplas e recantos míticos para descobrir longe das multidões. A aposta tem de passar por aqui. Do alto da Ponte D. Luís poderemos ter uma panorâmica incrível sobre a cidade e muito poderá ser visitado ao ar livre, fotografar, sentir a forma autêntica de ser de um povo muito peculiar. Estas valências devem ser exaltadas na comunicação do destino Porto em paralelo com a forte salvaguarda das questões de higiene e segurança dos restantes espaços tais como restauração e alojamento.

Um Porto mais forte, unido em torno de uma causa comum espera, de braços abertos, por turistas mais ávidos e que procurarão, afinal, as coisas mais simples da vida, que o Porto melhor que nenhum outro destino tem para oferecer: o romantismo de um passeio de barco no Douro (quantos momentos românticos tivemos de adiar?), esplanadas amplas ao sol da beira rio (quantas cervejas tivemos de adiar?), caminhadas tranquilas na marginal com cheiro a mar (quantos passeios higiénicos fugidios tivemos de suportar sem podermos disfrutar de coisa nenhuma?), a noite do Porto (afinal de contas já desde sempre tão vivida nas ruas, como a Rua da Galeria de Paris, ao ar livre com amigos).

Tempos que se esperam próximos, desafiantes, mas possíveis. O foco no conteúdo das mensagens veiculadas será o ponto chave da diferenciação e o íman de atração destes novos turistas mais receosos, medrosos, mas afinal tão cheios de vontade de viver. E o Porto é isso: é vida, é emoção, é sentimento. O Marketing do destino Porto tem de plasmar que a vida pode ser vivida, a emoção merece ser sentida e apelar a um sentimento de ir, de ficar e, acima de tudo: de voltar!

Sónia Nogueira, Coordenadora da licenciatura em Marketing da Universidade Portucalense.

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