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Maior parte dos portugueses não se esforça para aumentar a longevidade

Maior parte dos portugueses não se esforça para aumentar a longevidade

Desde os últimos dois anos que a saúde dos portugueses foi posta à prova, com uma pandemia que apanhou tudo e todos de surpresa. Durante esse período, novos hábitos se criaram, outros perderam-se, mas há uma vontade que, regra geral, é comum a todos os cidadãos, aumentar a longevidade e, assim, ganhar anos de vida.

Contudo, de acordo com o estudo “A Saúde dos Portugueses: um BI em nome próprio”, apenas 26% dos portugueses se esforça para aumentar a longevidade. Por sua vez, dos 74% que se esforçam para alcançar esse objetivo, verifica-se um “maior empenho” entre os 65 e os 74 anos de idade, o que corresponde a 6,56%, mais 0,53% do que a média.

“Isto significa que a potenciação da saúde é mais forte no momento em que a começamos a perder”, revela o estudo, realizado no âmbito dos 25 anos da Médis, referindo ainda que para 44% dos inquiridos a principal motivação para ser saudável é “envelhecer com saúde”. Para estes, note-se, é mais importante “envelhecer de uma forma saudável” do que atingir uma “idade avançada sem saúde”.

A relação com o envelhecimento e com a morte é algo que, por sua vez, se vai alterando ao longo do ciclo de vida, com 34% dos inquiridos a reconhecem ter dificuldade em lidar com o envelhecimento. Para os portugueses com mais de 45 anos o tema é “inquietante”, enquanto a partir dos 75 anos “a perspetiva suaviza-se”, aumentando o grau de reconciliação com essa realidade incontornável.

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Quando questionados até que idade gostavam de viver, 38% dos inquiridos referiu que gostava de viver “até se sentir bem e com saúde” e 22% admitiu desejar “viver até aos 90 anos”.

Quase metade dos portugueses inquiridos (46%) adiantou ainda que começou a sentir que estava a envelhecer, entre os 20 e os 40 anos.

A investigação em causa teve coordenação da Return On Ideas e o acompanhamento de Maria do Céu Machado, presidente do Conselho Disciplinar da Ordem dos Médicos, professora catedrática jubilada da Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa e ex-presidente do Infarmed.

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