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Livro reflete sobre como incluir as “vozes em falta” no espaço público

Livro reflete sobre como incluir as “vozes em falta” no espaço público
O livro “Todas as vozes”, dos jornalistas Ana Cristina Pereira e Mike Jempson, é apresentado esta sexta-feira, pelas 21h30, na Embaixada Lomográfica do Porto.

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A obra é uma edição do SOS Racismo e pretende questionar como podem ser incluídas no discurso público as “vozes em falta”.
“Há tantas vozes em falta. Vozes de crianças, mulheres, idosos. Vozes de imigrantes, requerentes de asilo, refugiados, ciganos, incapacitados, ‘gays’, lésbicas, bissexuais e transexuais. Vozes de quem vive na pobreza, na pobreza extrema, na indigência. Vozes de quem mora fora dos grandes centros urbanos”, lê-se no livro.
A sessão de apresentação do livro bilingue (português e inglês) vai contar com a presença da autora Ana Cristina Pereira e dos jornalistas José Queirós e Joaquim Fidalgo.
“Está na hora de nós, jornalistas, fazermos algumas perguntas a nós próprios. Com que honestidade e consistência são cobertos assuntos relevantes para grupos sociais mais vulneráveis? Que espaço ocupam esses grupos nos meios de comunicação social? Como lidar com os discursos de ódio e com quem os produz?”, perguntam os autores, questionando ainda “que diversidade haverá nas redações pela Europa fora”: “Sem jornalistas ciganos, africanos, asiáticos, com alguma deficiência ou assumidamente homossexuais ou muçulmanos, com editores isolados nas redações, como pode ser a informação sobre a vida numa Europa tão diversa?”
“As redações (…) tendem a não refletir a sociedade no seu todo, tendem a acolher uma elite letrada, vinda de segmentos da sociedade que podem frequentar o ensino universitário e aguentar estágios não-remunerados ou empregos mal pagos”, pelo que o livro pretende ser também um apelo à reflexão.
“Há que admiti-lo com toda a frontalidade: o maior obstáculo à cobertura da diversidade tende a ser uma vida inteira de crenças, estereótipos e preconceitos”, refere o livro.
Para os autores, uma “maior diversidade na cobertura jornalística pode ajudar à coesão social e à democracia”. No entanto, “o jornalismo de profundidade e de humanidade requer investimento”. Apesar disso, realçam os autores, “os cidadãos têm o direito a exigir aos ‘media’ mais esforço, mais investimento, mais cobertura, mais vozes”.

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