Junta da Galiza

Livraria Moreira da Costa

Livraria Moreira da Costa

Considerada um verdadeiro tesouro para os amantes de livros antigos, a livraria e alfarrabista Moreira da Costa, um negócio de família com mais de 120 anos de história, é outro emblemático espaço portuense contemplado pelo programa “Porto de Tradição”. Um sonho antigo de Miguel Carneiro, a quinta geração na gestão do espaço, que sempre desejou ver a casa fundada pelo seu trisavô ser considerada “uma loja histórica” e ficar, sobretudo, “na história da cidade”.

O interesse pelo negócio, revela, veio quase “desde o berço”. “Comecei a ir para a livraria com seis meses. Ficava na alcofa, enquanto a minha avó atendia os clientes. Mais tarde, ainda sem saber ler, comecei a agrupar os livros pelo símbolo do editor”. Era incentivado pela avó, mas sobretudo pelos clientes, revela, visivelmente entusiasmado. É que, como explica, a livraria Moreira da Costa não se fica apenas por aquilo que é possível ver de fora. Por detrás de uma primeira sala, com cerca de 50 metros quadrados, aberta ao público, estão as “as famosas caves” que Miguel, “na brincadeira”, costuma dizer que são “das poucas caves de livros que há no Porto”, onde estão “à volta de 25 mil livros”. “Olhando para qualquer sítio da cave só se vê livros”, sublinha, revelando que só “em situações extraordinárias” é que leva um cliente lá. E, quando o faz, a reação de quem visita o espaço é “indescritível”. “O normal é arrepiarem-se!”, confessa.

Com uma oferta bastante variada e apelativa, na ordem dos 30 mil livros, Miguel garante que na livraria “os clientes podem encontrar de tudo um pouco”. Desde publicações em português, francês, inglês e latim de obras que vão desde o romance à poesia. “Um dos livros mais antigos que tenho de momento deve ser do século XVII”, afirma, revelando que têm dois tipos de clientes: o cliente do livro antigo e o cliente do livro corrente, sendo o primeiro o que, atualmente, mais procura a livraria.

E, ao longo dos mais de 20 anos à frente do espaço, não tem dúvidas: “mudou muito e não mudou nada” na livraria Moreira da Costa. As diferenças prendem-se essencialmente com os novos métodos de venda que foram surgindo e que a gerência rapidamente implementou. “Em 1998 começamos a vender através da internet. Depois tivemos uma fase em que essas vendas superaram as do balcão. Mas, atualmente, assistimos a uma inversão. As vendas ao balcão estão na ordem dos 70% e as online nos 30%”.

O apelido de família dá nome à casa situada, desde 1948, no n.º 36 da Rua de Avis. Antes, já passou por outros lugares, mas conseguiu levar sempre consigo o leque de clientes conquistado. Afinal, orgulham-se de ter “clientes de várias gerações” e uma “relação muito próxima” com os de longa data. “Isto de ser loja histórica é um reviver de memórias, de pessoas e da própria cidade”, completa.

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