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ISEP cria sistema que monitoriza remotamente medicação intravenosa administrada aos pacientes

ISEP cria sistema que monitoriza remotamente medicação intravenosa administrada aos pacientes
Fábio Borges, investigador do Instituto Superior de Engenharia do Porto (ISEP), desenvolveu um sistema móvel e de baixo custo, que permite a monitorização e registo da medicação intravenosa administrada aos pacientes, possibiltando aos profissionais de saúde aceder a essa informação remotamente.

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“A medicação intravenosa é administrada com frequência pelos profissionais de saúde, sobretudo quando os fármacos não podem ser aplicados por via intramuscular ou subcutânea, ou quando a via oral não é possível”, começou por explicar à agência Lusa o engenheiro Fábio Borges, mestre em Engenharia Eletrotécnica e de Computadores pelo ISEP.
Apesar de ser habitual a utilização deste tipo de dispositivos, esta requer cuidados de monitorização permanentes dos fluxos administrados, dos valores registados e do estado do equipamento, o que implica uma alocação intensiva de profissionais de saúde aos pacientes.
O sistema desenvolvido por Fábio Borges funciona como um apoio e um complemento ao equipamento de administração intravenosa manual, já que através do mesmo é possível monitorizar o fluxo administrado ao paciente e comunicá-lo a um servidor, com recurso a um protocolo ‘wireless’ (rede sem fios).
O investigador explicou que nesse servidor, existe uma base de dados que regista e armazena as amostras retiradas ao longo do tempo, na qual estão também definidos e identificados os valores de fluxo que deve ser administrado a cada paciente e a margem de erro admissível para cada caso.
Ao nível do utilizador, existe uma interface gráfica que permite verificar remotamente a ocorrência de valores anómalos, assim como gerir cada dispositivo, adaptando os valores quando necessário, em tempo real, acrescentou.
Assim, este sistema auxilia os cuidadores e profissionais de saúde, possibilita ainda a deteção de anomalias, como é o caso de obstruções e da administração de quantidades fora dos valores previstos.
É assim possível “reduzir a necessidade de uma vigilância intensiva e física por parte dos cuidadores, resultando assim numa melhoria da qualidade dos serviços de saúde prestados”, referiu Fábio Borges.
O investigador considera que a utilização de tecnologias de baixo custo permite atingir um maior número de pacientes que necessitem deste tipo de cuidados, sem comprometer a qualidade e eficiência do produto.
Segundo Fábio Borges, este projeto pode dar origem a uma linha de produtos, já que, para além da monitorização da medicação pela via intravenosa, pode ser adaptado para uma monitorização regular da temperatura corporal ou da oximetria (quantidade de oxigénio transportado na circulação sanguínea), por exemplo, bastando para isso alterar o sensor em causa.

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